Orleir Cameli e Flaviano Melo disputaram eleição em 1994. Em 3º lugar em 94, Tião Viana disputa em 2014, 2º turno com Marcio Bittar.
Por Yuri Marcel
Do G1 AC
no segundo turno (Foto: Yuri Marcel/G1)
Com a disputa entre Marcio Bittar, do PSDB
e Tião Viana, do PT, os eleitores acreanos terão que voltar às urnas pela primeira vez em 20 anos para eleger um governador no segundo turno, no próximo domingo (26). A última vez que dois candidatos ao governo do estado foram decididos no segundo turno foi em 1994.
O voto ainda era manual e na disputa ao governo do Acre e quatro candidatos se enfrentavam: Duarte José do Couto Neto, do Prona, Flaviano Melo, doPMDB
, Orleir Cameli, do agora extinto Partido Progressista Reformador (PRP) e o atual governador e candidato à reeleição em 2014, Tião Viana (PT).
De acordo com a base de dados divulgada peloTribunal Superior Eleitoral
(TSE), com 79.331 votos válidos, o equivalente a 46,80% do eleitorado, Cameli acabou ficando em primeiro lugar no primeiro turno, seguido de Flaviano Melo, que obteve 46.280, o equivalente a 27,30% dos eleitores.
Curiosamente Tião Viana
, que nas eleições de 2014 disputa o segundo turno com Marcio Bittar, do PSDB, acabou ficando no terceiro lugar em 94, com apenas 41.830 votos, o equivalente a 24,68% dos eleitores. Viana seria depois eleito por duas vezes senador da República nas eleições de 1998 e 2006 e só voltaria a disputa para governo em 2010, quando acabou sendo eleito.
Mas o segundo turno em 94 acabou ficando mesmo entre Orleir Cameli e Flaviano Melo. Cameli, falecido em maio de 2013 vitimado por um câncer no intestino. Orleir era empresário e havia entrado para a política em 1992, ocasião em que acabou também sendo eleito prefeito de Cruzeiro do Sul
, segunda maior cidade do Acre a 648 km da capital Rio Branco
. Quinze meses após a eleição, ele deixou o cargo para tentar o executivo estadual.
nas eleições de 1994, no Acre (Foto: Reprodução)
Já o engenheiro civil Flaviano Melo, que hoje é deputado federal pelo Acre, em 1994 já havia sido prefeito de Rio Branco, entre 1983 e 1986, e governador do estado, entre 1987 e 1990. Em 1994, ele era ainda senador da República pelo Acre.
Na disputa entre os dois, Cameli manteve e ampliou a vantagem que havia tido no primeiro turno sobre o adversário e obteve 53,66% dos votos, ou seja 91.997 votos. Enquanto isso, Melo ficou em segundo com 46,34%, ou 79.436 votos.
Cameli ficou no poder até 31 de dezembro de 1998, quando foi substituído por Jorge Viana (PT
), depois disso não exerceu mais nenhum cargo público.
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