quinta-feira, 22 de junho de 2017

Fachin dá cinco dias para Janot apresentar denúncia contra Temer

O ministro Edson Fachin, do STF, e o presidente Michel Temer (PMDB) (Felipe Sampaio/SCO/STF/Divulgação)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou nesta quinta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito no qual é investigado o presidente Michel Temer (PMDB), com base em acusações decorrentes das delações da JBS, e fixou prazo de cinco dias corridos para apresentar eventual denúncia contra o peemedebista e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Na decisão, o ministro não se pronunciou sobre o pedido da Policia Federal para prorrogar por mais cinco dias o inquérito. A PF deverá anexar nos próximos dias as diligências que ainda faltam, como o laudo da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, com o presidente – a perícia foi feita pela defesa de Temer. No início do mês, a investigação já havia sido prorrogada pela primeira vez, a pedido da PF, que alegou necessidade de mais tempo para concluir as investigações.

Para economizar tempo, Fachin determinou ainda que, assim que a PF enviar os documentos faltantes, o conteúdo deverá ser automaticamente remetido ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como a polícia já enviou o relatório parcial do inquérito, no qual aponta indícios de corrupção passiva, a PGR analisa fatiar a denúncia e enviar primeiro ao STF a parte relacionada ao suposto pagamento de propina pela JBS a Rocha Loures.
Abusos

No dia 9, o advogado Antônio Mariz de Oliveira, representante de Temer, informou ao ministro que o presidente decidiu não responder às 34 perguntas enviadas pela PF no inquérito. Além disso, a defesa pediu o arquivamento das investigações e fez críticas ao teor do questionário enviado pelos delegados.

Para a defesa de Temer, o questionário é um “acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa” e atenta contra os “direitos individuais inseridos no texto constitucional”. “O presidente e cidadão Michel Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio estado democrático de direito”, destaca o documento.

Além de corrupção passiva, o inquérito contra o presidente também investiga os crimes de obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. Se houver a apresentação de denúncia, o caso terá que ser analisado pela Câmara dos Deputados. O processo só terá seguimento no STF se for aprovado por 342 dos 513 deputados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que está disposto a suspender o recesso parlamentar de julho para analisar a denúncia. A expectativa hoje é que Temer teria força para barrar o processo no Legislativo.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

EUA suspendem importação de carne ‘in natura’ do Brasil

EUA suspende importação de carne fresca brasileira (Dario Lopez-Mills/AP/VEJA)

Os Estados Unidos suspenderam nesta quinta-feira todas as importações de carne bovina “in natura” do Brasil devido a recorrentes preocupações com a segurança sanitária dos produtos, informou em comunicado o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A suspensão deve continuar até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome “medidas corretivas” que o departamento considere satisfatórias, informou o órgão.

“Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que o USDA faz, e o Brasil seja um dos nossos parceiros há tempos, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos”, disse o secretário da Agricultura, Sonny Perdue.

“O produto que já está na água não vai poder entrar”, afirmou o analista de pecuária dos EUA da Steiner Consulting Group, referindo-se às cargas que já estão a caminho dos Estados Unidos.

Veja.abril.com.br

Encontro de lideranças indígenas no Acre


Reunião de lideranças indígenas no Acre – Foto: Daniel Villamil

Por Malu Ochoa, Página20

Este ano, no contexto da programação da 8ª Edição do Abril no Acre Indígena, aconteceu mais um encontro de lideranças indígenas, no período de nove a onze de maio, no Centro de Formação dos Povos da Floresta. Participaram cinqüenta representantes de vinte e sete associações, representantes de vinte e uma Terras Indígenas dos povos Huni Kuĩ, Ashaninka, Yawanawá, Shawãdawa, Noke Koe/Katukina, Shanenawa, Poyanawa, Nukini, Jaminawa e Jaminawa Arara promovido pela Comissão Pró Índio do Acre, pela Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas e pela Organização dos Povos Indígenas do Acre.

Desde 2011, reunir um coletivo de lideranças e representantes das associações indígenas que objetiva o fortalecimento político, a troca de informações, avaliação e elaboração de propostas e recomendações para as políticas e programas de governos nas áreas de gestão territorial e ambiental, educação e saúde, tanto a nível nacional e estadual, como a nível local, a partir das Terras Indígenas, tem sido uma estratégia muito importante para garantir os direitos conquistados pelos povos indígenas. Avaliar e repactuar essas estratégias tem sido um dos esteios do trabalho da Comissão Pró Índio do Acre com as associações e organizações indígenas parceiras.

No evento, os participantes indígenas enfatizaram a importância desse encontro, no momento de grande retrocesso político que os povos indígenas e povo brasileiro atravessam, assim como a necessidade de um alinhamento e atualização de informações sobre as Terras Indígenas, da organização comunitária e do trabalho dos diversos atores sociais. Enfatizaram como as comunidades vem se relacionando com os programas e projeto que estão em curso, tanto do governo do Estado do Acre e das ONGs que realizam trabalhos nessas comunidades.

A reunião entre as lideranças indígenas e parceiros, além de promover reencontros com velhos e novos amigos, companheiros de trabalho, trazem alegria e força que energizam os espíritos para enfrentar os atuais desafios. As reflexões atualizam nossa atuação presente e futura como indigenistas.

Os relatos dos representantes das vinte e uma Terras Indígenas contextualizaram os avanços, dificuldades e desafios em projetos, programas e lutas por direitos e tornaram pública a posição do coletivo, conforme o documento final que segue abaixo.
Carta de Maio – Reunião das lideranças indígenas no Acre

Nós, lideranças indígenas, de dez povos e de vinte e uma terras indígenas, representando nossas comunidades e associações, reunidos nos dias 09 a 11 de maio de 2017, no Centro de Formação dos Povos da Floresta, para dar continuidade a uma frente de articulação entre os povos indígenas no Acre e fortalecer nossa luta para enfrentar um dos momentos mais difíceis de nossa existência, manifestamos o que se segue.
Liderança da Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá no encontro político – Foto: Joseneidy de Oliveira

Somos um coletivo de associações e organizações indígenas que anualmente se reúne com o objetivo de cada vez mais nos fortalecer politicamente a partir da troca de informações e análises sobre a organização comunitária; programas e as ações dos governos e das ONGs em nossas terras indígenas, e outras de interesse de nossos povos.

Somos lideranças que vive em sua maioria nas TIs de altos rios, portanto, distantes das cidades, sendo estas reuniões anuais um espaço privilegiado para nos unir, atualizar e manter estratégias comuns que nos fortaleçam. Ao discutir a situação e o contexto do Brasil vemos o terror que domina o país nos dias de hoje, comandado por um governo que é anti-indígena e que descaradamente quer nos tirar o patrimônio mais essencial e sagrado que temos,que são as nossas terras indígenas.

Nunca vimos tantas ameaças aos nossos direitos mais fundamentais em um espaço de tempo tão curto: em apenas um ano do governo de Temer, em aliança com o poder legislativo nacional, estamos vendo uma série de medidas violentas contra os povos indígenas, incluindo o pedido de extinção da Funai (pela Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI-INCRA); o Ministério da Justiça e Cidadania claramente servindo aos interesses dos ruralistas, como falou publicamente o ex-presidente da Funai. Também, a Casa Civil da Presidência da República é chefiada por pessoas que não respeitam os indígenas e que acham que nosso jeito de viver e de proteger nossos territórios são um entrave para desenvolvimento do Brasil. Também constatamos como estão acelerados os projetos de leie PECs que ferem nosso direitos constitucionais como a PEC 215 e outras que entregam nossos territórios para a especulação, para o desmatamento e para os interesses dos grandes empreendedores, que se mantém às custas do sacrifício de vidas e da extinção de povos.

Diante do que discutimos, vimos a público expressar que não vamos tolerar as ameaças anti-indígenas que sofremos do Estado brasileiro e que estamos dispostos a fazer o que for necessário para defender nossos direitos conquistados, a duras penas, e proteger nossos territórios.

Frente a este trágico cenário e contando com um único órgão oficial na estrutura do executivo federal, afirmamos que não aceitaremos a extinção da Funai, mas ao contrário, exigimos seu fortalecimento, bem como exigimos a continuidade da demarcação das terras indígenas em todo o Brasil.

Sobre a agenda local, que envolve medidas do Governo do Acre,reconhecemos que temos em nosso estado um governo que inclui os povos indígenas em sua estrutura executiva e planos de governo. Todavia, após ouvir os titulares da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA e Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar–SEAPROF, e a Coordenação de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado de Educação e Esporte, temos recomendações a fazer.

Nos surpreendeu saber que o Programa de Saneamento Ambiental Integrado e Inclusão Socioeconômica do Acre (PROSER) fará uma execução direta dos recursos, contrariando uma linha de fortalecimento institucional das associações indígenas. Recomendamos que este procedimento seja adotado com aquelas associações que assim desejarem. Não se aplicando a todas sem consultá-las.

Sobre o projeto REDD Early Movers (REM) recomendamos que a repartição dos benefícios e os critérios para os projetos sejam discutidos levando em conta o acúmulo da execução do REM 1 com as associações indígenas e obedecendo um prazo adequado para as formulações necessárias para a fase posterior.

Diante do exposto queremos uma instância para discutir a formulação, execução e avaliação de todos os programas e projetos para os povos indígenas no âmbito do Governo do Acre, com consulta e que respeite os tempos e prazos de cada povo.

Nos chamou atenção também que a Assessoria Especial de Assuntos Indígenas do Gabinete do Governador não foi citada na apresentação desses programas acima citados, ficando para nós a pergunta se esta Assessoria foi extinta. Se não, diante da frágil estrutura da Assessoria, que hoje está até com o prédio caindo, gostaríamos de entender o papel dela nesta reta final de governo.

Quanto a Secretaria de Estado de Educação e Esporte, solicitamos celeridade para: realização do concurso público para os profissionais do magistério indígena, definição de um programa de formação de professores indígenas no magistério de nível médio com cursos e assessorias anuais, criação da Comissão Estadual de Educação Escolar Indígena com caráter deliberativo,suficiência de infra-estrutura física, materiais e merenda para as escolas.

Para a Universidade Federal do Acre – UFAC, após as informações do último vestibular indígena, conforme os professores indígenas soltaram nota na imprensa dia 09 de abril, recomendamos fortemente que a OPIAC participe efetivamente das questões que dizem respeito ao acesso e permanência no Curso de Licenciatura Indígena.

Declaramos também nosso interesse em dialogar com a APIB, COIAB e COICA no sentido de construir um entendimento sobre uma estratégia de proteção e garantia dos direitos indígenas e os espaços de representação política. Entendemos que para isso a troca de informações é o primeiro passo, mas que também é importante manter a autonomia das organizações dos movimentos locais.

Após debatermos sobre política partidária e candidaturas indígenas no Acre, para concorrer ao Poder Legislativo, esta reunião indicou que para estas candidaturas não importa apenas o nome, é preciso reunir para construir uma identidade, um perfil indígena, como também um projeto de mandato que congregue o coletivo e a diversidade de povos indígenas no Acre.

Por fim, conscientes também de como nosso voto é determinante para eleger mandatos, afirmamos que estamos decididos a trabalhar em nossas comunidades as eleições e votos para projetos que dialogam com nossos interesses coletivos de conservação e manejo da floresta, educação, saúde e respeito a efetivação às especificidades de cada povo.
Assinam:
Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais do Acre (AMAAIAC)
Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC)
Associação Ashaninka do Rio Amônia (APIWTXA)
Associação Sociocultural Yawanawa (ASCY)
Associação do Povo Arara do Igarapé Humaitá (APSIH)
Associação Kaxinawa do Rio Breu (AKARIB)
Associação dos Povos Indígenas do Rio Humaitá (ASPIRH)
Associação Indígena Nukini (AIN)
Associação dos Produtores Kaxinawá da Aldeia Nova Fronteira (APKANF)
Associação Agroextrativista Puyanawa Barão e Ipiranga (AAPBI)
Cooperativa Agroextrativista Shawãdawa Pushuã (CASP)
Associação Katukina do Campinas (AKAC)
Associação dos Produtores e Criadores Kaxinawá da Praia do Carapanã (ASKPA)
Associação Ashaninka do Rio Breu (AARIB)
Associação dos Produtores e Agroextrativistas Huni Kuĩ do Caucho (APAHC)
Associação dos Produtores Kaxinawá da Aldeia Paroá (APROKAP)
Associação de Seringueiros, Produtores e Artesãos Kaxinawá de Nova Olinda (ASPAKNO)
Associação Jaminawa do Caeté (AJC)
Associação da Aldeia Shane Kaya Artesã
Associação Comunitária Shanenawa de Morada Nova (ACOSMO)
Associação Kampa e Isolados do Rio Envira – Anpare
Associação do Hene Baria Namakia (AHBN) – rio Envira
Organização dos Povos Indígenas Huni Kuĩ do Alto Rio Purus (OPIHARP)
Associação Indígena do Povo Jaminawa-Arara do Rio Bagé (AJARBI)
Instituto Yawarani
Organização dos Agricultores Kaxinawá da Colônia 27 (OAKTI)
Cooperativa Huni Kuĩ do Rio Jordão (ARU KUXIPA)
Representante da TI Kampa do Igarapé Primavera
Representante da TI Cabeceira do Rio Acre

Governo convoca candidatos do concurso da Polícia Militar para exame psicotécnico

Por Página 20


Os exames psicotécnicos serão realizados no dia 25 de junho. O candidato deve estar atento ao local especificado e horário de acordo com o edital –
Foto: Arquivo/Secom

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Gestão Administrativa (SGA) e da Polícia Militar, divulgou nesta quinta-feira, 22, no Diário Oficial, os editais referentes ao resultado final da Prova de Aptidão Física e convocação para o Exame Psicotécnico do concurso para Aluno Soldado da Polícia Militar.

Na mesma edição do Diário também foram divulgadas as respostas aos pedidos de revisão da Prova de Aptidão Física.

Já os exames psicotécnicos serão realizados no dia 25 de junho. O candidato deve estar atento ao local especificado e horário de acordo com o edital.

Os interessados também poderão obter informações gerais referentes ao Concurso Público por meio dos telefones (21) 3674-9190 – Rio de Janeiro, (68) 3025-0735 – Rio Branco e pelo e-mail atendimento@ibade.org.br.

Agência de Notícias do Acre

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A CRIANÇA QUE BRINCA, O ADOLESCENTE QUE OUSA E O ADULTO QUE EMPREENDE

Por Léo Friedman *

Já reparou como é gostoso observar crianças brincando? Parece que o tempo não existe para elas, não é mesmo? Seus gritinhos, a facilidade como caem e levantam, a alegria com o simples abraço do coleguinha ou o encanto de um som inusitado de um pássaro que voou perto delas.

Tudo isso nos fascina, pois, em nosso cérebro há a lembrança deste tempo em que não medíamos a vida, simplesmente a vivíamos, em que não éramos movidos por promoções ou popularidade e sim, pelo gosto por experimentar a vida em suas cores e sabores.

Ao brincar, a criança exerce sua criatividade livremente. Ela experimenta gostos, prazeres, sons, cria imagens e até com os aromas ela faz experiências que a entretêm.

O exercício de brincar e criar, porém, não é um mero passatempo. É um dos exercícios mais importantes que fazemos na vida. Por meio destas atividades aparentemente simples, aprendemos a inovar, a encontrar soluções, a viver novos papéis, a lidar com as frustrações, a formar laços e com isso, áreas do nosso cérebro relacionadas à capacidade de tomar decisões, à memória, ao raciocínio lógico, à antecipação de consequências e até aquelas ligadas à empatia e à inteligência emocional são desenvolvidas.

Uma maneira de estimular estas atividades aparentemente simples é promover a interação da criança com livros e brinquedos e/ou brincadeiras. Não por acaso, grandes empresas entendem a importância e estimulam essa ação. Um belo exemplo que concretizou estas ideias foi a campanha “Ler e Brincar” realizada pela empresa McDonald’s, cujo objetivo é estimular a criatividade e a imaginação das crianças.

Não seria um exagero dizer que o cérebro como um todo é aprimorado com o brincar e o criar. Infelizmente, porém, diversos fatores têm conduzido a uma redução nesta importante atividade humana. Um estudo baseado em testes da NASA nos dá números chocantes: aos 5 anos de idade, 98% das crianças se mostram criativas. Aos 10 anos esta porcentagem cai para 30%, acima dos 25 anos são apenas 2% das pessoas que demonstram criatividade[1].

Crianças que crescem em um ambiente que lhes permite e estimula a serem criativas podem ter uma chance muito maior de obterem sucesso e até felicidade. Isso, pois, quando chegarem na vida adolescente, em que terão que criar projetos de vida nas diversas áreas da sua existência, contarão com a percepção treinada e internalizada ao longo dos anos de que a distância entre seus sonhos e suas conquistas depende em boa parte de sua própria atitude.

Na fase das paixões, das oscilações e dos impulsos, contar com um cérebro aberto ao novo, com uma atitude leve e flexível diante da vida e ter formado laços saudáveis com amigos dos mais diversos, pode ser a diferença para uma transição bem sucedida da adolescência para a vida adulta, pois na hora em que se deparar com as decepções, quando os planos infalíveis não derem certo, ou no momento em que precisar ajustar seus desejos aos dados e fatos da realidade, lá estará ela: a criatividade, que é a base essencial da resiliência diante da vida.

Imagine agora em sua mente, enquanto lê estas palavras, a imagem de pessoas empreendedoras, de gente que você admira, profissionais que foram além, criaram algo novo ou se reinventaram. Pense agora nos aplicativos que fazem a sua vida mais fácil, mais leve, melhor. Pense nas empresas, times e equipes de sucesso. Em praticamente todos estes contextos você verá adultos que têm muito daquela mesma atitude das criancinhas de que falamos no começo do nosso artigo. Elas mediram passos, mas não seus sonhos. Elas pensaram fora da caixa. Elas ousaram. Elas criaram, pois se permitiram brincar com as ideias e recriar a realidade. De certo modo podemos dizer que o empreendedor é aquele que “lê” a realidade por novos ângulos e “brinca” com as possibilidades gerando prosperidade.

Quando é que você tem dedicado algum tempo para brincar e criar com seus filhos, com seu cônjuge, consigo mesmo? Nós temos, na prática, a idade que pulsa no coração. Quantos anos você tem, de verdade?

*Psicoterapeuta



INDICAÇÕES DE LEITURA



* DOIDGE, Norman. O cérebro que se transforma. Record, 2011.

* ELKIND, David. Sem tempo para ser criança – a infância estressada. Artmed, 2004.

* FRAIMAN, Leo. Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida, JUNTOS. Integrare Editora, 2011.

* KURTZ, Adam J. Uma página de cada vez. Paralela, 2014.

* POSTMAN, Neil. O desaparecimento da infância. Editora Graphia, 1999.

Jorge Viana garante empenho de R$ 4,4 milhões de emendas para governo e prefeituras

Recursos atenderão dez prefeituras, comandadas por diferentes partidos, inclusive de oposição, além do governo do estado

O senador Jorge Viana (PT-AC) conseguiu garantir o empenho no Orçamento da União de mais de R$ 4 milhões de emendas parlamentares de sua autoria que vão atender diversas frentes de trabalho em Rio Branco e outros nove municípios do estado. O empenho cria a obrigação orçamentária de pagamento das emendas parlamentares. A partir dele, as prefeituras e o governo já podem dar início ao trabalho de licitação e compra de equipamentos ou execução de obras.

Os valores vão atender diversas frentes de trabalho. Para Rio Branco, serão R$ 1,4 milhão para pavimentação de ramais e construção de calçadas. Além disso, existem mais R$ 450 mil para construção de um Centro de Educação Ambiental no Parque Capitão Ciríaco. As cidades de Xapuri, Brasileia, Bujari, Sena Madureira e Senador Guiomard, que sofrem com problemas de infraestrutura, receberão entre R$ 250 mil e R$ 600 mil cada para recuperação de vias urbanas.

Santa Rosa, Feijó, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo serão contempladas com recursos de até R$ 150 mil cada para aquisição de máquinas e equipamentos. Já o governo do estado também ganhará apoio para ações de apoio a pessoas com deficiência.

Para Jorge Viana, a garantia de recursos no orçamento para as prefeituras do Acre, independente de sigla partidária, vai ajudar a execução de projetos nesse tempo de grave crise econômica. “Como parlamentar, procuro ajudar todas as prefeituras do estado, e todos os anos destino emendas para os 22 municípios, independentemente de partido político. Já fui prefeito, já fui governador, e sei da importância das emendas parlamentares. Mesmo sendo um governo de oposição, estou sempre cobrando pelo empenho e liberação desses recursos para ajudar meu estado”, declarou. 

Arão Prado - assessoria

terça-feira, 20 de junho de 2017

Pré-candidatura de Alan Rick ao governo do Acre será lançada por DEM e PSDB

RAY MELO, DA EDITORIA DE POLÍTICA DO AC24HORAS 



Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

“Capengando” com opressão de um lado, repressão do outro, mas ainda de pé, graças a Deus, cá estou eu para mais uma atualização desse blog véi. Prometo aos meus três leitores, serei mais presente, já que meus passos são vigiados, meu telefone gravado, meus e-mails interceptados, amigos coagidos, eu desmilinguido, mas meus dedos atrevidos insistem fazer alarido daquilo que ainda me é permitido.


Uma reunião que será realizada na próxima quinta-feira (22) poderá definir a pré-candidatura do deputado federal Alan Rick (ainda sem partido) ao governo do Acre. Os dirigentes de DEM e PSDB acreditam que o nome do parlamentar é a representação de homem público sem máculas, que não abandonou seus ideais, que pode fazer a diferença num momento que vários políticos locais são citados em escândalos.

Os dirigentes partidários afirmam que não se trata de racha, rompimento, ou que não vão continuar dialogando com PP e PMDB, mas estariam ampliando o debate e oferecendo mais uma opção ao eleitorado acreano. Eles rechaçam o discurso de desunião na oposição, fato que em todos os períodos eleitorais é apregoado pelo PT e FPA para desqualificar partidos e líderes partidários das legendas oposicionistas.

Para os líderes de DEM e PSDB – o simples fato de a FPA apresentar quatro pré-candidaturas, Marcus Viana, Nazaré Araújo e Daniel Zen, o trio do PT e uma do PDT, com Emylson Farias, serve como argumento para a oposição colocar os nomes de Gladson Cameli e Alan Rick para apreciação dos eleitores e debate entre os partidos que poderão fechar uma aliança para entrar na disputa das eleições 2018.

A chapa de Alan Rick contaria ainda com as pré-candidaturas de Major Rocha (PSDB) e Tião Bocalom (DEM) para o Senado da República. Os líderes democrata e tucano também passariam pelo crivo do eleitor. O bloco partidário iniciará as andanças pelo Estado na próxima semana, após a recepção que os dirigentes e militantes do DEM e PSDB estão organizando para receber o deputado federal Alan Rick.

domingo, 18 de junho de 2017

TARAUACÁ: CÂMARA DOA BANDEIRA DO MUNICÍPIO PARA PRAÇA ‘BEIRA RIO’.


Raimundo Accioly, Portal Tarauacá


Um gesto cívico do Poder Legislativo marcou a manhã deste domingo (18) na Praça ‘Beira Rio’ no Mercado Municipal de Tarauacá. O presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Tadeu, na companhia dos vereadores Radamés Leite e Janaina Furtado, participaram do hasteamento da bandeira oficial do município no mastro localizado na praça. A bandeira foi doada pela Câmara em nome de todos os vereadores.


“Nós tínhamos uma bandeira e decidimos hasteá-la no mastro da praça que é lá o seu lugar. Não consideramos isso um ato político e sim um ato cívico dos vereadores em benefício do município e de toda a população. Poderíamos muito bem cobrar da prefeitura e criticar a prefeita por não providenciar uma bandeira para o local, mas, preferimos ajudar. Assim todos ganham”, disse o Presidente Vereador Carlos.

Homens do Corpo de Bombeiros cuidaram de providenciar a estrutura para o hasteamento da bandeira.

A BANDEIRA DE TARAUACÁ






O Prefeito Ennio Aires no uso de suas atribuições, com aprovação da Câmara Municipal de Tarauacá sancionou a lei nº. 134 de 19 de outubro de 1977.

Na promulgação da lei, na seção IV Art. 19, afirma que o Brasão foi concebido originariamente por D. Maria Deolinda de Macedo Sá. Há que se corrigir (pelo menos moralmente) para D. Núbia Wanderley da Silva, que foi a pessoa que realmente fez o desenho do brasão, ficando até 03h00min da manhã do dia seguinte trabalhando, tendo sua irmã Júlia Wanderley como sua grande colaboradora para pintar o brasão.

O Brasão foi desenhado pela professora Núbia Wanderley, a pedido do próprio Prefeito, quando da sua gestão, história que foi confirmada por filho Ennio Aires Filho. Este ainda confirmou que seu pai mandou confeccionar 5 bandeiras do município; Uma presenteou a um amigo residente em Plácido de Castro, outras 3 foram enviadas para a Câmara Municipal, Fórum, e Polícia Militar, respectivamente.

No Brasão, acima da faixa com o nome e data de fundação da cidade, há um indígena, habitante originário da região, e um seringueiro, símbolo dos primeiros desbravadores “brancos” a galgar essas terras. Ambos constituem inicialmente os principais elementos povoadores e constituidores da população. No centro, estão representados, em traçados brancos, os dois principais rios: o Tarauacá, e seu afluente, o Muru; logo acima se encontra uma árvore, por razões históricas, provavelmente uma seringueira (hevea brasiliensis), apesar do desenho está mais para uma Samaúma, sob uma estrela vermelha, igual à que há na Bandeira do Acre; tudo isso encimado por uma coroa, formada por cinco torres de castelos, talvez simbolizando a fortaleza e os grandes ideais.

Cantor Frank Aguiar conta como conheceu o Santo Daime durante show no Acre



O cantor Frank Aguiar está atribuindo à religião do Santo Daime a carreira bem-sucedida. E o contato com a Ayhauasca foi em Rio Branco, segundo ele. “Fui fazer um show em Rio Branco e estive em um sítio que tinha um ritual. Tomei o chá ayahuasca e tive uma experiência maravilhosa, a mais incrível e a minha vida mudou muito”, conta ele. “Já vinha em um processo de autoconhecimento com palestras de inteligência emocional, Reiki e outras práticas espirituais para evoluir para me sentir melhor comigo mesmo e eu só consegui nesse encontro com essa doutrina divina. Sei que muitas pessoas vão me condenar, mas eu recomendo essa experiência”, diz o músico, convicto.

Frank aproveitou também para sobre a sua relação com o, por vezes polêmico, chá de ayahuasca. “Ele não vicia e não é como cigarro ou bebida alcoólica. É um chá feito com plantas de força altamente natural sem processo químico, totalmente legal e aprovado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para ser usado para fins religiosos, para cura espiritual”, disse o cantor que depois de conhecer o Santo Daime diz que está fazendo muito mais shows. (Ac24Horas)

Foto:Cotidiano amazônico


Essa imagem do fotógrafo José Rodrigues, de Lábrea, no Amazonas, demonstra bem como é a vida na maior biodiversidade do mundo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Cimi denuncia estrada peruana que prejudica índios isolados no Acre


Da redação ac24horas 

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) denunciou esta semana que os índios isolados que habitam a região entre Acre e Peru estão ameaçados com o projeto de construção da estrada ligando as localidades peruanas de Puerto Esperanza a Iñapari.

O projeto de construção da estrada já foi aprovado pelo Congresso peruano e pode a qualquer tornar-se realidade mesmo a contragosto das comunidades indígenas da região. O traçado previsto da estrada acompanha tanto a fronteira seca entre Peru e Brasil como a fronteira definida pelo rio Acre entre ambos os países e atravessa as cabeceiras dos rios Acre, Iaco, Chandless e outros que cruzam a linha de fronteira seca.

Caso construída, a estrada trará enormes impactos socioambientais ao Acre ao departamento de Madre de Dios, diz o Cimi. “ Os impactos diretos e indiretos não ocorrerão só do lado do Peru, onde a estrada seria feita, mas também serão fortes do outro lado da fronteira, no Acre, afetando os povos indígenas da região e seus territórios”, diz o Conselho, reafirmando que os maiores prejudicados serão as tribos isoladas. O Cimi encaminhou o protesto às autoridades peruanas.

TARAUACÁ: NOTA DE ESCLARECIMENTO



Meus amigos e minhas amigas, através deste meio de comunicação venho prestar esclarecimentos em relação aos últimos acontecimentos desta quarta feira como podemos acompanhar a através da mídia local.

Em respeito a população Tarauacaense , venho esclarecer que esse processo ao qual fui julgado se deu pelo seguinte motivo:

Na eleição de 2010, um eleitor, que naquele momento já tinha votado e não sei em quais candidatos, pediu que eu fosse deixa-lo até sua casa, porque naquela ocasião chovia muito, e ele não queria molhar seus documentos. No trajeto, até sua casa fomos abordados pela Policia Federal que nos acusou de transportar irregularmente eleitores.

O processo seguiu seus trâmites legais, fiz minha defesa na ocasião e que fui solicitado pela Justiça Eleitoral e, por fim e para minha surpresa, fui condenado de forma sumária com base somente no depoimento do policial federal.

Contudo já recorri junto ao TER/AC da decisão equivocada da Justiça Eleitoral local e, tenho a certeza que a referida decisão será reformada e serei inocentado, como de fato sou, fazendo assim a verdadeira justiça.

Quero aqui declarar a todos vocês que minha real intenção hoje, como parlamentar e como cidadão Tarauacaense é continuar com a minha rotina diária presente nas ruas da nossa cidade e nas demais localidades na zona rural, conversando, ouvindo as reivindicações do nosso povo, fazendo o possível para colaborar da melhor maneira possível com a nossa sociedade.

Os obstáculos irão aparecer, mas com fé em Deus e a confiança que o povo de Tarauacá me confiou iremos vencer.

Continuo sendo uma pessoa idônea, honesta, disposta a trabalhar pela população do meu Município.

Qualquer dúvida em relação a esse acontecimento estou à disposição para melhores esclarecimentos.
Abraço fraternal

Vereador Radamés Leite

Deputado Moisés Diniz articula movimento contra a privatização da Eletroacre



O deputado federal Moisés Diniz (PCdoB) se reuniu com o representante do escritório de advocacia Garcez, Jerônimo Guedes, para discutir uma agenda conjunta de ações contra a privatização da Eletroacre. A desestatização no setor elétrico foi proposta pelo presidente Michel Temer em novembro do ano passado.

Moisés afirma que os países desenvolvidos mantiveram empresas estatais ou subsídios públicos nas regiões remotas e mais pobres, como forma de equilibrar o desenvolvimento nacional. “A luta contra a privatização da Eletroacre não tem caráter ideológico, é basicamente uma batalha pelo desenvolvimento em regiões distantes e fronteiriças como a Amazônia”, argumenta o parlamentar.

O parlamentar acreano prepara um documento – no qual espera contar com o apoio dos deputados dos seis Estados que possuem estatais elétricas na lista da privatização – a ser entregue ao ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ele também promete subsidiar uma ação na Justiça Federal contra a decisão do governo.

Além disso, Moisés informa que unirá esforços com outros deputados acreanos, como Léo de Brito (PT), que vai liderar a formação de uma frente parlamentar em favor da manutenção das estatais elétricas, e Major Rocha (PSDB), que pedirá uma audiência pública da Comissão da Amazônia.

Estão na lista da privatização as empresas dos Estados do Amazonas (Amazonas Energia), Rondônia (Ceron), Roraima (Boa Vista Energia), Acre (Eletroacre), Piauí (Cepisa) e de Alagoas (Ceal): “Conversei com os deputados do Acre e todos vão se juntar a esse movimento. Não pode haver partidarismo nessa luta a favor do Acre”, concluiu Moisés.
(assessoria)