terça-feira, 13 de novembro de 2018

Tarauacá: “Prefeitura propaga mas não comprova”, diz vereador Nasso ao denunciar a situação calamitosa das ruas do município


Por Leandro Matthaus


O vereador Cacique Nasso Kaxinawa ( PCdoB), que recentemente foi elogiado pelo modo de fazer oposição por veículos de comunicação ligado ao governo municipal, desta vez não mediu palavras para detonar a administração de Marilete Vitorino ( PSD).

Nos últimos dias , o parlamentar tem concentrado as ações de seu mandato na realização de visitas nos bairros da cidade, conversar com o eleitor, e, posteriormente relata as ações na sua página na rede social. Contudo, as críticas eram até moderadas tendo em vista o partido que ele faz parte .

Vendo que suas denúncias de forma leve não surtiram efeitos práticos, o vereador subiu o tom. Numa postagem no Facebook, Nasso disse que a cidade está de mal a pior, além de estar abandonada, acusando a gestão de fazer propaganda sem comprovação do que faz, ou seja, diz que fez sem ter nada feito. 

Leia a íntegra.

Vereador Nasso Kaxinawa

DESCASO DA PREFEITURA COM AS RUAS DA NOSSA CIDADE

A cidade de Tarauacá está cada dia de mal a pior, prova disso, foi a visita que fiz na tarde de ontem, 12, no bairro Copacabana, região da rodoviária que se encontram em total descaso e abandono por parte da Prefeitura de Tarauacá que não tem conseguido mostrar o que tanto propagam.

Nossa rodoviária encontra- se abandonada,sem iluminação e muito menos se um acesso digno para os nosso viajantes,além das ruas intrafegáveis, dificultando a vida dos munícipes que ali residem, em especial, as crianças estudantes.

Atendendo os apelos da população que clama há cerca de meses para uma providência, pedimos que seja tomada uma providência com a melhorias destas ruas, iluminação e a limpeza desse local.

Esperamos que essas fotos possam sensibilizar as autoridades do município sendo tomada uma providência. Isso é apenas um exemplo existem muito pra se fazer, na verdade todas as vias da cidade precisam ser recuperadas.

sábado, 10 de novembro de 2018

Presidente do Podemos não foi exonerado por motivos políticos, mas por exercício ilegal de cargo na FGB



O presidente do Podemos, Eros Asfury, não foi exonerado por motivos políticos do cargo de diretor administrativo e financeiro da Fundação Garibaldi Brasil, órgão vinculado à prefeitura de Rio Branco, como ele chegou a afirmar em redes sociais e a veículos de comunicação. A exoneração aconteceu por exercício ilegal do cargo público que exigia formação técnica e obrigatoriedade de inscrição do servidor público no Conselho Regional de Administração (CRA).

A informação é do presidente do CRA, Fábio Mendes Macedo, responsável pela fiscalização que detectou a irregularidade. De acordo com Mendes, ficou estabelecido na lei orgânica da FGB, que o caro de diretor administrativo e financeiro, só poderia ser exercido por profissional habilitado e registrado em um Conselho. A manutenção de Eros Asfury poderia caracterizar conivências da administração pública para o exercício ilegal da profissão.

“Os jornais do estado andam mensurando profissionais como administradores sem ser. Orientamos que façam uma busca prévia nos sítios dos conselhos, já que existe uma profissão regulamentada e um conselho que rege a categoria. “Houve uma fiscalização e ele (Eros Asfury) afirmou que era contador, mas fizemos e não constava registro junto ao Conselho de Contabilidade, fato que gerou uma segunda fiscalização e uma nova autuação no caso”, diz Fábio Mendes.

Segundo o presidente do CRA, o novo indicado ao cargo de diretor administrativo e financeiro da FGB, já deu entrada no registro no CRA e está legalmente habilitado a exercer o cargo. “Nós notificamos a prefeita sobre a irregularidade. Alertamos para o fato de a lei prevê que o servidor precisar estar devidamente habilitado para ocupar a função e que a manutenção daquele diretor poderia geral uma multa de R$ 3,3 mil reais ao município”.

Fábio Mendes esclarece que “esta é uma luta antiga acolhida por Rodrigo Forneck, onde nós colocamos que o cargo de só pode ser exercido por profissional graduado e registrado em seu conselho. Ficou estabelecido que o cargo só pode ser exercido por administrador, advogado, contador e economista. Não é uma questão meramente política, mas uma questão regulamentada e amparada em uma lei criada em novembro de 2015”, ressalta.

Gastos de campanha no 1º turno das eleições caem pela metade em comparação a 2014

Despesas contratadas pelos candidatos e partidos até o 1º turno somam ao menos R$ 2,9 bi em 2018. Levantamento leva em conta despesas até o dia do primeiro turno de cada eleição.

Por Lucas Gelape, G1

Os gastos de campanha nas eleições deste ano caíram pela metade em comparação com 2014. É o que mostra levantamento do G1 a partir de informações disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cálculo leva em conta o gasto de 2014 já corrigido pelo IPCA.

Candidatos e partidos contrataram ao menos R$ 2,9 bilhões de despesas até o dia 7 de outubro, quando ocorreu o 1º turno das eleições de 2018. Em 2014, a soma dos gastos de candidatos, partidos e comitês foi de R$ 5,8 bilhões até 5 de outubro de 2014, data do 1º turno das eleições daquele ano.

As duas quantias se referem aos gastos totais (de partidos e candidatos, além dos comitês, que existiram até 2014) descontados os repasses a outros candidatos ou partidos. Neste ano, a campanha durou 45 dias (a metade do tempo da passada).

Gastos de campanha até o 1º turno das eleições

Descontados os repasses a outros partidos e candidatos - em bilhões de reais
5,85,82,92,92014201801234567
Fonte: TSE

Segundo Denisson Silva, doutorando em ciência política e pesquisador do Centro de Estudos Legislativos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o teto de gastos para cada cargo fixado pelo TSE é um dos principais responsáveis por essa queda. Além disso, o pesquisador enumera outros fatores, como a campanha mais curta, o fim do financiamento empresarial de campanhas e alterações nos gastos de candidatos (como a mudança no perfil de marqueteiros entre os presidenciáveis).

De acordo com o levantamento, 56% das despesas contratadas até o 1º turno se referem à publicidade, sendo que o principal gasto foi de materiais impressos (R$ 598 milhões). Uma das principais novidades da campanha de 2018, o impulsionamento de conteúdo correspondeu a um total de cerca de R$ 72,5 milhões em despesas contratadas até 7 de outubro (2,5% do total).

Em 2014, os gastos com publicidade totalizaram 52,5% do total até 5 de outubro (cerca de R$ 3 bilhões em valores corrigidos), sendo que o principal gasto foi com materiais impressos (cerca de R$1,2 bilhão em valores corrigidos).

Os números de 2018 podem ser maiores, dado que, desse total de despesas, 92% correspondem a prestações de contas finais e os outros 8% a prestações de contas parciais ou relatórios financeiros submetidos ao TSE. Segundo o Tribunal, 68,6% dos candidatos e partidos prestaram suas contas dentro do prazo. Assim novas contas ainda podem ser contabilizadas, além da atualização das contas daqueles candidatos que também disputaram o 2º turno.


Os candidatos que disputaram o primeiro turno tinham até o dia 6 de novembro para prestarem suas contas à Justiça Eleitoral. Para aqueles que também estavam no segundo turno, o prazo vai até o próximo dia 17.

Caso o candidato não preste contas, ele não poderá obter a certidão de quitação eleitoral, o que o impede de se registrar como candidato futuramente. A sanção para o partido político que não prestar contas é a perda do direito a receber sua parte do Fundo Partidário, além da suspensão do registro ou da anotação do órgão responsável pelas contas.

A partir de 2018, os recursos disponíveis para campanhas eleitoraispassaram a ter origem em quatro fontes principais: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, também conhecido como Fundo Eleitoral, aprovado em 2017; o Fundo Partidário, repasse realizado anualmente para manutenção dos partidos e que pode ser empregado nas campanhas; recursos próprios e doações de pessoas físicas.

Gastos por cargo

Dentre os gastos realizados por candidatos, a maior fatia correspondeu aos postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados, que chegaram a 40,1% do total, seguidos de postulantes a cadeiras de deputado estadual e distrital (29,6%).

Gastos de campanha por cargo

Total de despesas contratadas até o 1º turno de 2018 (em %)
Deputado estadual e distrital: 29,6Deputado federal: 40,2Senador: 9,5Governador: 14Presidente: 6,6

Governador
14

Fonte: TSE

Para o pesquisador da UFMG, existiram alguns incentivos para o alto percentual de gastos de deputados federais: a cláusula de barreira, que utiliza o número de votos ou cadeiras para deputado federal como critério para acesso aos recursos do fundo partidário e a propaganda gratuita na televisão; a forma de distribuição de recursos do Fundo Eleitoral, que divide 48% do seu montante segundo o número de deputados de cada partido; além da necessidade dos próprios deputados em alcançar o mínimo de 10% do quociente eleitoral para serem eleitos. "Os partidos devem ter se movimentado para eleger o máximo de deputados e, ao fazer isso, eles tiveram que gastar muito dinheiro", diz.


Em relação a 2014, a participação de deputados federais no total de gastos dos candidatos cresceu de 28% para 40%. Gastos de deputados estaduais e distritais passaram de 31,2% para 28,6%. A principal diminuição foi entre governadores (de 24,1% para 14%). Contudo, os comitês financeiros, que não mais existem, poderiam realizar gastos para candidatos, o que pode mudar o perfil destes gastos. Além disso, os candidatos a governador e presidente que disputaram o 2º turno em 2018 ainda podem atualizar suas prestações de contas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Nota de Esclarecimentos



A vereadora Janaina Furtado da Rede Sustentabilidade do Município de Tarauacá, diante de denúncias e uma série de notícias envolvendo os parlamentares do município, especialmente referente a questão de despesa com combustível, vem à público esclarecer o seguinte: 

1 – No dia 1 de janeiro de 2017, a parlamentar tomou posse para assumir o seu segundo mandato, sendo que em seguida a câmara entrou em recesso e só retornou aos trabalhos no dia 16 de março. No retorno do recesso e início das sessões ordinárias, a parlamentar apresentou um oficio (001/2017), à mesa diretora da casa, abrindo mão da cota de combustível (ofício abaixo); 

2 - Na legislatura anterior, ainda no ano de 2016, a mesma fez uso desse benefício em alguns meses, amparada pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre, órgão de fiscalização da Administração Pública Estadual e Municipal que em 12 de novembro de 2015, se posicionou nos autos nº 20.314.2015-01 TCE, no sentido de ser permitida a realização de despesa com combustível pela referida Casa Legislativa Municipal; 

3 – Mesmo tendo apresentado o ofício em 16 de março de 2017, desde janeiro de 2017 até a presente data, 8 de novembro de 2018, Janaina não usou combustível financiado pela câmara e estará provando isso no momento oportuno; 

4 - As ações que recentemente foram protocoladas na justiça pedindo o fim da cota e a punição dos vereadores que usaram o combustível, foram assunto da imprensa local e estadual, geraram muita polêmica na opinião pública e colocaram os vereadores sob suspeita. Porém, a Câmara de Vereadores, através de sua mesa diretora, está tomando as medidas para a defesa dos parlamentares; 

6 – As denúncias que foram protocoladas na justiça, são de responsabilidade de um cidadão tarauacaense orientado por um advogado, onde os mesmos estão pedindo o fim do benefício, o afastamento dos vereadores, a interrupção de seus mandatos e a devolução dos recursos referentes ao combustível recebidos em 2017 e 2018; 

7 – A vereadora refuta e nega todas as afirmações maldosas difundidas na cidade com suposições de que a mesma e seu partido (rede) teriam articulado as denúncias contra os colegas, numa clara tentativa de envolvê-la e confundir a opinião pública. Janaina está colhendo essas informações e vai acionar na justiça as pessoas que estão lhe acusando, para que provem o que disseram; 

8 – Quanto à inclusão de seu nome na ação popular que tramita na justiça a pedido dos magistrados que analisam o caso, Janaina não vê nada de extraordinário, a não ser uma boa oportunidade de provar que não fez uso de combustível financiado pela câmara no período em questão; 

9 – Em relação aos demais vereadores, Janaina deseja que todos possam convencer a justiça de que o uso do combustível da forma que estava sendo usado, esteja amparado legalmente e que tudo isso acabe logo, para que se tenha condições de continuar trabalhando na defesa da nossa população; 

10 – Por fim, essa guerra política só prejudica a já sofrida população de Tarauacá. 

Tarauacá-Acre, 08 de novembro de 2018.

Janaina Furtado 
Vereadora - Rede Sustentabilidade

O momento pede diálogo e união


Desde o início desse ano que a prefeitura de Tarauacá, representada pela gestora Marilete Vitorino, e a Câmara de Vereadores, composta pelos parlamentares, vivem um momento conturbado, muitas  briga e revanchismo. 

Este tipo de briga entre os representantes do povo não leva a lugar nenhum, senão o colapso administrativo. O maior exemplo disso, foi a briga do Eduardo Cunha versus Dilma. Ambos perderam o cargo e o país virou um caos. 

O momento posterior a eleição requer paz para os ganhadores sem que o fiscal deixe de fiscalizar, contudo,  uma vigilância que ajude a melhorar o trabalho de quem ganhou, jamais contribuir para o caos. 

Quando uma pessoa se elege para o executivo , ela vai gerir a todos no sentido amplo da concepção de governança. Assim, também é o parlamento, é fiscal do gestor, mas também parte da administração na qualidade de propositor. 

Tarauacá requer que a Câmara, a Prefeitura e o povo caminhem de mãos dadas. A união faz a força e conduz a vitória. 

Leandro Matthaus

Tarauacá: Promoção imperdível para quem deseja fazer uma segunda graduação no Instituto Brasileiro de Formação

Já pensou em fazer uma nova graduação na área de licenciatura, saber o tempo de duração e o valor a ser gasto? Ainda não! Mas nós temos uma novidade para fazer, em Tarauacá, no Instituto Brasileiro de Formação (IBF), você parcela sua segunda graduação em 7 vezes por 176 reais, com duração de seis a dezoito meses. O melhor de tudo isso: você estuda em casa, 100% EAD. 

O curso de SEGUNDA LICENCIATURA tem por objetivo viabilizar, em menor tempo, a possibilidade do profissional da educação que atua em uma determinada área, por exemplo: História, ter uma nova habilitação e poder atuar em uma nova área, por exemplo: Pedagogia.

Duração: 6 a 18 meses
Titulação: Licenciado
Modalidade: EaD - Ensino a Distância

Em Tarauacá ofertamos segunda graduação na área de Letras Português e Espanhol, Matemática e Pedagogia.

Além disso, ofertamos pós-graduação em mais de mil modalidades diferentes. No IBF você se espacializa rápido e o preço é acessível a todas as camadas sociais da sociedade. 

Quem faz pós-graduação no IBF pode ganhar uma bolsa de até 40% de desconto. Venha conferir. 

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Oposição esvazia plenário para não votar as contas do governador Sebastião Viana



Os deputados da base de governo e o bloco de oposição iniciaram uma queda de braço na questão da votação dos projetos de autoria do Poder Executivo, que alguns estão classificando como brincadeira de gato e rato, quando o assunto gira em torno da provação dos projetos de interesse da administração petista que entra nos seus dois últimos dois meses à frente do governo do Acre.

A bancada de oposição ao governador Sebastião Viana, do PT, traçou a estratégia e vem esvaziando o plenário da Assembleia Legislativa do Acre desde a semana passada. Na sessão desta terça-feira (06) não foi diferente. Eles protelam a votação das prestações de contas da administração petistas dos anos de 2013 e 2014, colocadas na pauta de votação pelo líder do governo, Daniel Zen.

Outra pauta que estaria travando a pauta de votações é o projeto que concede descontos de 90% os valores de multas por infrações e de acréscimos moratórios relacionados a débitos tributários de ICMS que foi encaminhado semana passada ao Pode Legislativo. Os deputados de oposição demonstraram força quando colocaram o pé na parede e fizeram o governo retirar uma proposta.

Um projeto encaminhado para Aleac pelo governador Sebastião Viana, no último dia 31, tentava assegurar a estrutura de segurança por conta do Estado aos chefes dos poderes legislativo, judiciário e executivo pelo período de 36 prorrogáveis por mais 36 meses após o término de seus mandatos. A proposta foi motivo de acalorado bate-boca na tribuna e o governo recuou.

O oposicionista Gerlen Diniz (Progressistas), um dos articuladores do esvaziamento do plenário acredita que os governistas estão querendo empurrar goela abaixo as prestações de contas do governo, sem que os deputados possam se debruçar e analisar os documentos apresentados pelo chefe do executivo. “Quem não deve não teme. Qual o motivo da pressa?”, questiona Diniz.

Segundo Diniz, a oposição quer o detalhamento das prestações de contas para fazer uma análise. O progressista pede ainda uma explicação ampla do projeto que concede descontos aos devedores de multas de ICMS. “O projeto visa mesmo aumentar a arrecadação ou seria uma forma de premiar empresários amigos? O governo precisa se explicar e afastar as dúvidas de sua iniciativa”, destaca.

O governo precisa de pelo menos 50% de deputados presentes, ou seja, 12 deputados para que haja quórum qualificado para votar os projetos do governo, mas alguns deputados reeleitos e outros derrotados estariam enxergando a possibilidade de uma aproximação com o novo governo e estariam fazendo corpo mole, destacam parlamentares governistas fieis ao governo do PT.

O cabo de guerra no legislativo poderá se manter por toda a semana. O líder do governo, o deputado Daniel Zen (PT) disse que as prestações de contas da administração petistas estão prontas para votação. “Estamos esperando apenas que o presidente coloque na pauta de votação. Os documentos foram aprovados nas comissões e agora depende apenas do presidente”, ressalta.

Os oposicionistas que passam a ser governistas a partir de 1º de janeiro temem algum tipo de pegadinha que possa comprometer o governo de Gladson Cameli (Progressistas). De acordo com a futura base de sustentação, Cameli estaria pegando um Estado falido e enfrentará muitas dificuldades nos primeiros seis meses de administração, como herança do atual governo.

Democratas conquistam Câmara e republicanos ampliam maioria no Senado dos EUA

O Partido Democrata conquistou a maioria da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pela primeira vez em oito anos. O resultado das eleições legislativas significa uma derrota parcial para o presidente Donald Trump já que o seu partido, o Republicano, ampliou sua vantagem no Senado.

As “midterms” (eleições de meio de mandato) desta terça (6) definiram uma nova Câmara e renovaram um terço do Senado, além de mais de 75% dos governos estaduais. Veja os destaques:

Câmara: até o momento, democratas elegeram 219 deputados e republicanos, 193.

Senado: democratas conseguiram 45 vagas e republicanos, 51 vagas.
Estados: serão ao menos 25 governadores republicanos e 21 democratas (quatro estados ainda não divulgaram seus resultados). O partido Democrata ganhou em locais onde Trump foi vitorioso em 2016, como o Kansas.

Todas as 435 cadeiras da Câmara estavam em disputa, e um partido precisava de 218 eleitos para garantir a maioria. Para os democratas, isso significava ter que "roubar" 24 postos de seus adversários, o que eles conseguiram. No momento em que os democratas conseguiram 219, o Partido Republicano somava 193 deputados eleitos.

Com o domínio democrata na Câmara, os opositores de Trump também passarão a ocupar mais cargos nas comissões internas e prometem ampliar as investigações sobre seu governo.

Trump minimizou o revés. “Foi um tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos!”, avaliou no Twitter, antes mesmo da apuração oficial indicar que os Democratas comandariam a Câmara dos Representantes.



Wayne Gallagher ajuda a contar votos das ‘midterms’ em Hinsdale, em New Hampshire, na terça-feira (6) — Foto: Kristopher Radder /The Brattleboro Reformer via AP

Senado

Das 33 cadeiras disputadas no Senado (outras duas eram alvo de uma eleição especial), os democratas precisavam manter as 22 que já mantinham, além das duas dos independentes que os acompanham nas votações, e ainda somar mais duas. Mas, pelo contrário, acabaram perdendo três, nos estados de Indiana, Dakota do Norte e Missouri.

Com isso, a maioria republicana, antes de 50 a 49, se tornou mais folgada, com pelo menos 51 a 45, ainda faltando cinco estados concluírem sua apuração.

Segundo o chefe de gabinete da líder democrata Nancy Pelosi, o presidente Donald Trump telefonou para ela para cumprimentá-la pela vitória democrata na Câmara. Ele a agradeceu pelo chamado ao bipartidarismo que ela fez em seu discurso, disse Drew Hammil no Twitter.


A líder democrata na Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, comemora resultados das eleições com integrantes de seu partido em Washington, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Jonathan Ernst



Ao falar a eleitores e membros do Partido Democrata em Washington, Pelosi foi recebida aos gritos de “presidente, presidente”, em uma indicação de seu favoritismo a ocupar a posição de presidente da Câmara. "Graças a vocês ganhamos terreno. Graças a vocês, amanhã será um novo dia na América", disse ela em seu discurso.


Alguns destaques desta eleição:



A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, se tornou a mulher mais jovem a ser eleita para a Câmara, aos 29 anos.
As democratas Ilhan Omar, de Minnesota, e Rashid Tlaib, de Michigan, se tornaram as primeiras mulheres muçulmanas eleitas para a Câmara.
As democratas Deb Haaland, do Novo México, e Sharice Davids, de Kansas, são as primeiras mulheres de origem indígena a se elegerem para a Câmara.
Em Mississippi, nenhum candidato obteve 50% dos votos na eleição especial para a segunda vaga do Senado, e uma nova votação será realizada em 27 de novembro.
Bernie Sanders, ex-pré-candidato à presidência, conquistou com facilidade seu terceiro mandato como senador por Vermont.
O republicano Ted Cruz, ex-pré-candidato à presidência, manteve sua vaga no Senado em uma das mais acirradas disputas deste ano, ao vencer Beto O’Rourke.
Greg Pence, irmão mais velho do vice-presidente Mike Pence, foi eleito para a Câmara por Indiana.
Jared Polis, do Partido Democrata, se tornou o primeiro governador abertamente gay dos EUA ao vencer a disputa em Colorado.


Eleitoras do republicano Ron DeSantis comemoram sua vitória nas eleições ao governo da Flórida, em Orlando, na terça-feira (6) — Foto: Reuters/Carlo Allegri

Governadores

As “midterms” também proporcionaram uma mudança na representação dos governos estaduais. Dos 50 estados, 36 tiveram eleições, e os números foram favoráveis ao Partido Democrata, que inclusive ganhou em locais onde Trump foi vitorioso em 2016, como o Kansas.

Agora, serão ao menos 25 governadores republicanos e 21 democratas (quatro estados ainda não divulgaram seus resultados). Atualmente, são 33 republicanos, 16 democratas e um independente.

Não decididos

No estado do Mississippi, que realizou uma eleição especial para sua segunda cadeira no Senado, nenhum dos quatro candidatos obteve 50% dos votos e por isso haverá uma segunda votação para o posto, marcada para 27 de novembro. Os candidatos concorrem à vaga deixada pelo republicano Thad Cochran, que se afastou por problemas de saúde.

Já o estado de Arizona não declarou a vencedora em sua eleição para o Senado na noite de terça. De acordo com a CNN, a porta-voz do Gabinete de Registros do Condado de Maricopa, Murphy Hebert, informou que nem todos os votos foram recebidos ainda.


Apenas na manhã de quarta-feira serão computados os votos antecipados de eleitores que entregaram suas cédulas pessoalmente, e que ainda estavam sendo transportados. O resultado oficial deve ser divulgado na quinta-feira. A vaga é disputada pela democrata Kyrsten Sinema e a republicana Martha McSally.


Trump

Para o presidente Donald Trump, a votação serviu como um termômetro para avaliar a reação do eleitorado aos seus dois primeiros anos de governo. Em geral, o partido do presidente costuma perder assentos nas “midterms”.

Trump se envolveu diretamente na campanha e participou de 11 comícios em oito estados, subindo inclusive no palanque de seu ex-adversário e grande desafeto Ted Cruz, candidato à reeleição no Texas. Sua participação durou até os últimos instantes e ele participou de três atos em Cleveland (Ohio), Fort Wayne (Indiana) e Cape Girardeau (Missouri) na segunda-feira, regressando à Casa Branca apenas na madrugada de terça, horas antes da abertura da votação.


Trump participa de comício em Cape Girardeau, Missouri, nesta segunda — Foto: AP/Jeff Roberson

No último discurso da campanha, em Missouri, o presidente chegou a afirmar que a eleição seria um referendo sobre sua administração. "De certo modo, eu estou na cédula de voto", disse.

Os eleitores, porém, se mostraram divididos quanto a isso. Em uma pesquisa de boca de urna divulgada pela CNN na noite da eleição 39% dos eleitores disseram que foram às urnas para expressar sua oposição ao presidente, enquanto 26% disseram que queriam mostrar apoio a ele. Trinta e três por cento disseram que Trump não foi um fator em seu voto.

Incidentes

A campanha esteve marcada por dois violentos incidentes: o envio de pacotes com explosivos a proeminentes líderes democratas e o massacre em uma sinagoga em Pittsburgh, onde morreram 11 pessoas. Eles motivaram acusações de que Trump estimula a violência com seus tuítes e discursos de Trump cheios de duros ataques contra seus opositores. O presidente americano reagiu culpando os jornalistas críticos de alimentarem o extremismo.

Imigração

Em seus comícios, Trump usou de sua experiência como apresentador de televisão para cativar seu público e se colocar no centro do debate.

Em seus discursos, o presidente colocava os eleitores diante da escolha entre a sua gestão, que expandiu a economia e reduziu o desemprego a 3,7%, e as posturas dos democratas, os quais chama de extremistas de esquerda.

Ao longo de toda a campanha, ele usou o tema da imigração para criticar fortemente os opositores e tentar obter votos para os republicanos.

Em suas declarações, ele acusava a oposição de ter criado e aprovado leis que permitem a entrada e estada no país de imigrantes ilegais e adotou um discurso duro em relação às caravanas de hondurenhos e salvadorenhos, que se dirigem aos EUA.

Para impedir a entrada das caravanas, o presidente enviou tropas à fronteira com o México e prometeu construir “uma cidade de tendas”para abrigar as pessoas sem que elas tenham acesso ao país.

Ele também afirmou que pretende revogar o direito à cidadania para quem nasce nos Estados Unidos, uma iniciativa que ele não teria poderes para aplicar com um decreto presidencial e que não foi bem aceito por grande parte da população.


Eleitores votam na Igreja Presbiteriana Glen Echo, em Columbus, Ohio, na terça-feira (6) — Foto: AP Photo/John Minchillo

Obama

Os democratas, por sua vez, contaram com o apoio de celebridades e do ex-presidente Barack Obama, que subiu ao palanque de alguns candidatos para combater o que chamou de “um discurso que tenta gerar o medo”.

Na sexta-feira, ele esteve em Atlanta, na Geórgia, pedindo que os eleitores votassem e declarando seu apoio à mulher que poderia ter se tornado a primeira governadora negra eleita nesse estado, Stacey Abrams. A mesma candidata teve ainda o apoio da apresentadora Oprah Winfrey.

"As consequências da abstenção são profundas, já que os Estados Unidos se encontram em uma encruzilhada", assinalou naquele dia. "Os valores do nosso país estão em jogo".

Os democratas também tiveram um forte apoio do independente Bernie Sanders, que disputou as primárias com Hillary Clinton para enfrentar Trump nas eleições presidenciais de 2016. Com sua reeleição garantida como senador em Vermont, ele rodou o país em atos onde incentivava as pessoas a se registrarem e a votarem em candidatos independentes e democratas.

Entre os eleitores jovens, um grande impulso veio da cantora Taylor Swift, que pela primeira vez se manifestou publicamente sobre política, anunciando que iria votar nos democratas Phil Bredesen para o Senado e Jim Cooper para a Câmara dos Deputados por seu estado, o Tennessee.


De acordo com o site vote.org, após a declaração da cantora, em apenas dois dias foram relatados 240 mil registros de novos eleitores, sendo 102 mil deles de pessoas entre 18 a 29 anos. Em comparação, o site teve 57 mil registros novos em todo o mês de agosto e 190 mil em setembro.

Facebook

Na noite da segunda-feira (5), 30 contas no Facebook e 85 no Instagram foram bloqueadas depois que o Facebook recebeu uma denúncia das autoridades policiais americanas. A empresa afirma que as investigações estão em "estágio inicial" e que as contas podem estar "envolvidas em um comportamento não autêntico coordenado".

Apesar de as investigações estarem em fase preliminar, o Facebook decidiu fazer o anúncio publicamente por causa da importância da votação.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

MP ajuíza ação por improbidade administrativa contra vereador e secretário adjunto de Obras em Cruzeiro do Sul

Para o MP, irregularidades foram cometidas com o objetivo de conquistar votos no último pleito eleitoral, onde o parlamentar disputou vaga de deputado estadual.


Por Adelcima Carvalho, G1 AC — Cruzeiro do Sul


O Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) ajuizou uma ação civil pública de improbidade administrativa contra o vereador Marivaldo Figueiredo (PP) e o secretário adjunto municipal de Obras de Cruzeiro do Sul, Manoel Costa. Para o MP, as irregularidades foram cometidas com o objetivo de conquistar votos no último pleito eleitoral. O vereador, que é presidente do bairro da Várzea, foi candidato a deputado estadual.


De acordo com a denúncia, ele teria feito uma obra no bairro, usando recursos pessoais e máquinas da prefeitura. O secretário diz que o atendimento foi feito ao líder comunitário.


Figueiredo é acusado de realizar promoção pessoal ao obter o auxílio do secretário adjunto de Obras para realizar uma obra pública no bairro que em ele mora. O MP recebeu denúncia, por meio de fotografias, do momento em que o vereador levava, em seu veículo particular, tubos de concreto e tijolos para a obra do bairro. O secretário adjunto teria cedido, da prefeitura, uma retroescavadeira, um motorista e duas carradas de barro para a obra.


“Atendi um pedido do presidente do bairro. Nós estávamos realizando um serviço próximo ao bairro e o seu Marivaldo, como presidente do bairro, pediu uma ajuda para cavar uma vala onde ele queria instalar umas boeiras. Mandamos a máquina com o operador para fazer a vala e depois enviamos duas carradas de barro para tapar o buraco. Isso é praxe fazer para as comunidades. Atendi o presidente do bairro para atender uma demanda da comunidade”, explicou Costa.


Já Figueiredo, que tem desavença política com outro vereador, acredita que a denúncia foi por perseguição política.


“Para mim, isso é perseguição política de um colega de parlamento. Como presidente de bairro, sempre pedi ajuda à prefeitura para fazer benfeitoria no meu bairro. Não sabia que isso era proibido. Estou apresentando minha defesa, já estive no MP e me falaram que o agravante foi o fato de eu ter dado publicidade do serviço feito nas redes sociais e isso caracteriza promoção pessoal. Não foi essa a minha intenção”, afirmou.

Câmara aprova indicação que homenageia médico morto no AC com nome em praça de Tarauacá


Indicação aguarda sanção da prefeita Marilete Vitorino. Rosaldo Aguiar, conhecido como ‘doutor Baba’, tentou reagir em assalto e foi morto, em Feijó.


Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco


A Câmara Municipal de Tarauacá aprovou uma indicação de homenagem ao médico Rosaldo Aguiar, conhecido como “doutor Baba”, morto no último dia 27, com o nome em uma praça da cidade que está sendo construída no bairro Praia. O médico tentou reagir a um assalto e acabou sendo alvejado por um disparo de arma de fogo.


Conforme o vereador Antônio Araújo, conhecido como “Príncipe” (PT), que apresentou a proposta na Câmara, o projeto foi aprovado por 10 dos 11 vereadores, já que um faltou a sessão ordinária desta quarta-feira (31). Agora, o projeto vai para sanção da prefeita Marilete Vitorino.


“Indiquei essa homenagem, porque o Baba era uma pessoa muita dedicada, trabalhou com esporte, crianças, escolinha de futebol, campeonatos, era atleta e depois fez medicina e tinha um coração muito bom. Foi uma pessoa que sempre teve um trabalho voltado para a juventude. Então, nada melhor do que o município de Tarauacá homenageá-lo com o nome da praça da juventude”, disse o vereador.


Araújo destacou que o médico é “filho de Tarauacá” e que serviu, por muitos anos às comunidades da região. “Vamos fazer essa homenagem por tudo que ele já fez por Tarauacá, assim como também fez por Feijó”, afirmou.



Médico foi morto com tiro durante assalto em casa na cidade de Feijó, interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal

Latrocínio


O médico Rosaldo Aguiar foi morto com um tiro, na noite de sábado (27), dentro de casa no município de Feijó, no interior do Acre. A polícia informou que os suspeitos queriam roubar a arma dele, ele reagiu e acabou sendo atingido com um disparo de arma de fogo.


O último preso foi Avelino, que foi identificado como amigo do médico e estava na casa dele do momento do crime. Segundo a polícia, o suspeito sabia que a casa de Aguiar seria invadida por criminosos e não contou ao médico.

Trabalho solidário e amor pelo cinema


Nascido no Seringal Santa Luzia, no Rio Tarauacá, o médico era apaixonado pela natureza e tentava sempre ter contato com as coisas mais naturais. O doutor Baba também era conhecido no Acre por atender gratuitamente comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. Ele alegava que preferia ir até os paciente já que muitos não tinham como se locomover até o hospital.


O médico também era apaixonado por cinema e, com sonho de ser ator, fez um letreiro de Hollywood em casa.


Ele começou a trabalhar no hospital em 1988 como auxiliar de serviços gerais, depois passou para técnico de enfermagem e, em seguida, ingressou no curso de medicina. Além da paixão pelos filmes, ele disse, em matéria publicada pelo G1 em junho de 2017, que nutria o sonho de ser ator desde 18 anos, quando participou de uma peça de teatro, mas teve que abdicar da carreira na arte para se dedicar à medicina.

domingo, 4 de novembro de 2018

Sem apoio da Prefeitura de Tarauacá, Rivera permanece na elite do acreano de futsal mas não avança para a semifinal da competição

Ajude o Rivera 

O time do Rivera FC , único representante de Tarauacá na disputa do campeonato acreano de futsal da primeira divisão nos últimos três anos, viveu um grande dilema para fazer uma boa competição e se manter na elite. 

O time sobrevive com pouco recursos, doado por algumas pessoas do município que ainda acreditam no esporte como um bem social transformador da sociedade. As dificuldades são enormes, principalmente para conseguir fazer os translado entre as cidades do Estado. Outro grande percalço do time taraucaense é a falta de recurso para fazer contratações de atletas de peso, contudo, as pratas da casa tendo sido fundamental na permanência da equipe na serie A. Mas não o suficiente para levar Tarauacá ao título novamente. 

A participação do Rivera chegou ao fim nesta temporada, na noite de sábado (03), na cidade Xapuri, diante do Atlético Xapuriense. 

Apesar de ambos os times contarem com cinco atletas em quadra, o contraste era perceptível na disputa. O time da casa tinha todo o apoio da administração municipal, ao contrário do time de Tarauacá.

O time do Rivera precisa do apoio de todos, principalmente da Prefeitura de Tarauacá.

Por Leandro Matthaus

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Por menos de 3%, o Acre nao deu os 80% dos votos válidos a Bolsonaro como prometido por Marilete Vitorino



Na semana passada, a prefeita de Tarauacá, a advogada Marilete Vitorino, prometeu ao presidente eleito Jair Bolsonaro ( PSL) que o Estado do Acre daria ao então candidato 80% dos votos válidos. 


No encontro, a gestora disse que falava no nome das prefeitas e das mulheres do país. A advogada ainda pediu que o futuro gestor da nação mandasse um alô para sua cidade, na qual ele pronunciou como “Itarauacá”. 

A promessa de Marilete Vitorino não se cumpriu, pois o candidato do PSL obteve 77,28 dos votos do Acre. Contudo, ela tem algo a comemorar, Messias venceu em Tarauacá, algo que os candidatos majoritários apoiado por ela não tinha visto neste pleito. 

Votos em Tarauacá

É importante lembrar que a vitória de Bolsonaro em Tarauacá está muito mais relacionado com a rejeição ao petismo do que com a gestão da prefeita. 

Por Leandro Matthaus

Bolsonaro vence em 4 estados que eram redutos do PT desde 2002



Presidente eleito obteve mais de 50% dos votos em Amazonas, Amapá, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde petistas eram hegemônicos no 2º turno.


Por Lucas Vidigal, G1


O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), venceu em 4 estados que deram vitórias ao PT no 2º turno em todas as eleições desde 2002: Amazonas, Amapá, Minas Gerais e Rio de Janeiro.


Minas Gerais e Rio de Janeiro são, respectivamente, o 2º e o 3º maiores colégios eleitorais do país, e foram fundamentais para a vitória de Bolsonaro. Juntos, respondem por 4,7 milhões dos 10,8 milhões de votos que o presidente eleito teve a mais que Fernando Haddad (PT) neste segundo turno.


No Amapá e no Amazonas, a vantagem de Bolsonaro em relação a Haddad foi menor: o presidente teve 1.480 a mais no primeiro, ou 0,4% dos votos válidos; e 9.586, ou 0,54%, no segundo.


Além de tomar 4 redutos do PT, Bolsonaro venceu em todos os 7 estados que, desde 2006, vinham dando a maioria dos votos ao PSDB no 2º turno: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.


Nesses locais, o presidente eleito venceu inclusive no 1º turno. Em São Paulo, estado que é o berço político do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, Bolsonaro obteve 53% dos votos válidos contra 9,52% do tucano no dia 7 de outubro.


No 2º turno, o percentual de votos do candidato do PSL saltou para 68% no estado, o maior avanço entre todas as unidades da federação. em 2018.


Enquanto Bolsonaro teve vitórias em portos seguros de petistas e tucanos, as de Fernando Haddad ficaram praticamente restritas a redutos de seu partido.


O candidato do PT venceu em 11 estados no 2º turno em 2018. Desses, 10 já vinham votando majoritariamente no partido desde 2002: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. O 11º é Alagoas, onde os presidenciáveis petistas só não venceram o 2º turno em 2002.


PT, PSDB, PSL


Esta foi a 5ª eleição consecutiva em que a corrida pela Presidência da República foi decidida no 2º turno. Até quatro anos atrás, a disputa era sempre entre PSDB e PT, que venceu todas até 2014.


Apesar das vitórias, a vantagem dos candidatos petistas em relação tucanos foi sendo reduzida:

Em 2002, Lula (PT) venceu em 26 das 27 Unidades da Federação
Em 2006, esse número caiu para 20
em 2010, Dilma (PT) ganhou em 16
Em 2014, o número caiu para 15


Em 2014, com Aécio Neves, o PSDB conquistou seu melhor desempenho desde 2002: o partido venceu em 12 UFs no 2º turno.


Essa trajetória, entretanto, foi interrompida em 2018, quando, com Alckmin, os tucanos ficaram de fora do 2º turno. Bolsonaro levou o até então nanico do PSL para a disputa contra o PT, e venceu em 16 das 27 UFs – todas as 12 que haviam votado em Aécio em 2014 e as 15 que escolheram Dilma (veja a evolução no gráfico acima).