quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sem emprego, advogados dos EUA processam faculdades em que se formaram


Cerca de 20 universidades dos Estados Unidos foram processadas em ações conjuntas movidas por graduados em direito que não conseguiram emprego na área em que se formaram.

Ao "El País", os advogados dos estudantes disseram que as universidades sabiam que as porcentagens divulgadas não eram reais e mesmo assim mantiveram os números para atrair mais estudantes. A realidade, dizem, é que o mercado para advogados está saturado.Segundo o jornal espanhol "El País", os profissionais alegam que as universidades descumpriram os direitos dos consumidores e que eles foram enganados por altos percentuais de empregabilidade divulgados pelas instituições. Algumas teriam informado que mais de 90% dos seus egressos estavam trabalhando na área de formação.

Os ex-alunos argumentam que, após a conclusão da graduação, acabam trabalhando como garçons e vendedores, entre outras profissões, e que suas remunerações são insuficientes para pagar os financiamentos educacionais, que podem ultrapassar 100 mil dólares – cerca de R$ 200 mil.

Apenas na Califórnia, onde a legislação para proteger os consumidores é mais avançada do que em outros Estados, foram processadas as seguintes universidades: San Francisco"s Golden Gate University, Southwestern, San Diego"s Thomas Jefferson, University of San Francisco e California Western School of Low. Estudar em cada uma dessas universidades custa, em média, 40 mil dólares (R$ 80 mil) por ano.

Quando os processos foram julgados, as decisões da Justiça podem criar precedentes não só na Califórnia, como também no restante dos Estados, aumentando o número de ações parecidas.

Um estudo realizado em 2011 nos Estados Unidos apontou que apenas 55% dos graduados em direito encontraram trabalho na área nove meses depois da formatura.

Uol.com.br

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