sábado, 14 de maio de 2011

Moradores do Jorge Lavocat querem saber onde foi parar dinheiro que transformaria a localidade em bairro modelo de Rio Branco

 
Projeto foi iniciado e abandona em 2006, com menos de 10% das obras anunciadas pelo prefeito Angelim, concluídas. Investigação de presidente do bairro aponta que recursos foram totalmente liberados pelo Programa Calha Norte.
As obras anunciadas pelo prefeito Raimundo Angelim (PT), no ano de 2006, ainda em seu primeiro mandato, que transformariam o Jorge Lavocat, na região do Tancredo Neves, num bairro modelo, estão abandonadas há mais de cinco anos, e de acordo com moradores da localidade, os recursos já teriam sido liberados, mas nem 10% das ruas que seriam pavimentadas e teriam calçamento padronizado foram entregues pela administração municipal.
A reportagem do ac24horas foi procurada por um dos moradores mais antigos do Jorge Lavocat, que relatou a peregrinação do presidente do bairro, em vários órgãos públicos, para saber da liberação dos R$ 3,5 milhões, que de acordo com o projeto apresentado para a população do bairro, revitalizaria totalmente 24 ruas, perfazendo cinco quilômetros de pavimentação de ruas com largura de seis metros.
Segundo o projeto original defendido e apresentado pelo prefeito Angelim, todas as ruas teriam calçadas com dois metros de largura na sua extensão, mas o que se vê no bairro, são ruas totalmente tomadas pelo mato, muitas delas sequer dão condições de trafego até mesmo para bicicleta. Quando alguém adoece ou sofre qualquer tipo de acidente doméstico, precisa ser levado em rede por moradores até o local onde a ambulância do Samu pode chegar.
“Na semana passada teve um acontecimento inusitado aqui na Rua Xingu, a ambulância 01 de suporte avançado do Serviço de Urgência e Emergência, acostumada a socorrer as pessoas, precisou ser socorrida. Os paramédicos entraram na rua, se é que se pode chamar esta picada, de rua e, ao tentar sair ficou atolada, com o fundo do veículo encostado no chão. Foi preciso mais de 10 pessoas para desatolar a ambulância e empurrá-la”, disse Emerson de Carvalho.
O mesmo morador que relata a situação da ambulância, informou que o Programa Calha, já teria liberado todos os recursos. De acordo com ele, fariam parte de um superpacote de obras avaliado em R$ 11,3 milhões que segundo o projeto da Prefeitura Municipal de Rio Branco, revolucionaria o sistema viário de Rio Branco e o transformaria em modelo para o resto do País. “Sabemos que o dinheiro pode não ter sido aplicado corretamente, mas com certeza foi liberado”, acrescenta Emerson.
O prefeito Raimundo Angelim chegou a inspecionar as obras, junto com os secretários de seu primeiro mandato, divulgando nos órgãos de comunicação, que onze ruas estariam sendo pavimentadas, sendo sete com o asfalto e quatro com os tijolos. “Cheguei a lembrar o Ruben Branquinho, que pavimentava as ruas com pincel atômico. O prefeito Angelim fez a mesma coisa, segurou o projeto e asfaltou tudo com uma caneta”, disse em tom irônico, Manoel Alves, 56, que quer sabe onde foi para o dinheiro para recuperação do bairro.
Os moradores cobram ainda, as promessas da Secretaria de Obras e de Desenvolvimento Urbano, que na época anunciava também que as obras não se resumiriam apenas à pavimentação, mas também estão seriam construídas galerias de cimento armado nas vias onde havia problemas de drenagem, mas as obras sequer chegaram a ser iniciadas pela administração do prefeito Angelim.
O bairro Jorge Lavocat, que seria interligado aos conjuntos Montanhês e Defesa Civil, concretizando uma ambiciosa meta que nunca foi alcançada, continua com os mesmos problemas estruturais de seis anos atrás, antes do início da revolucionária obra da Prefeitura de Rio Branco, que foi concluída apenas na prestação de contas do prefeito.
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LONGE DE UMA SOLUÇÃO
Ao longo dos últimos anos, segundo Emerson da Carvalho, vários presidentes da associação do bairro Jorge Lavocat, procuraram autoridades ligadas às questões de obras de urbanização. O último contato ocorreu no mês de abril deste ano, quando foi realizada uma manifestação dos moradores, e novamente o prefeito se comprometeu de retomar as obras.
“Temos uma investigação preliminar sobre os recursos que seriam aplicados em nosso bairro. O presidente da Associação de Moradores do Jorge Lavocat, Juvenal Silva, informou que os recursos, já foram liberados e consta a prestação de contas, como se a obras foi entregue, mas a realidade vocês mesmo podem constatar que não é essa”,protesta Emerson Carvalho, mostrando a Rua Xingu, onde reside, totalmente tomada por buracos e muito mato.
Ray Melo, da redação de ac24horas – raystudio3@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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