segunda-feira, 25 de julho de 2016

Progresso nos eventos culturais


Faz três anos e seis meses que a secretaria de cultura e desporto deixou de organizar apenas o aniversário da cidade e a hora cívica.

A chegada de João Maciel ao comanda da pasta proporcionou melhorias nos eventos culturais e esportivos em Tarauacá.

As organizações carnavalescas, o memorável cenário, festivais de verão são alguns dos eventos culturais que tornam indeléveis a gestão Maciel na cultura.

Na área esportiva, o secretário se destaca pelos campeonatos de futsal, de campo, dos torneios de intercâmbio de futebol entre índios de outros municípios-.

Parabéns João Maciel pela organização. Também é de se aplaudir os gestores municipais que dão condições ao secretário de executar as atividades aqui mencionadas.

Foto: DcCarlos Voz de Ouro

domingo, 24 de julho de 2016

Outros tempos

A chapa Marilete Vitorino e Chico Batista terão no seu palanque rostos novos, pessoas que sempre defenderam as cores vermelhas, ou seja, as bandeiras da FPA, estarão na sua campanha.

Jovens
A juventude tarauacense terá três jovens disputando a eleição de vereador: Dico (PDT), Gilberto Furtado (PT) e Renatinha (PCdoB). Ambos bem qualificados para representar a voz sem representação na Casa Legislativa. 


Rede 
A Rede Sustentabilidade têm três pré-candidatos a vereadores. A vereadora Janaína Furtado é a vitrine da legenda na disputa. A edil vem fazendo um mandato qualificado e coerente. 

PCdoB
O partido tem uma chapa fortíssima. Três vereadores buscam a reeleição, na sigla o menos votado terá mais de cem votos, anotem aí!. 

Ex-secretários 
Os três ex-secretários da administração governo de um novo tempo são cotados para ficarem com uma vaga. São eles: Carlos Tadeu (PCdoB), Arife Eleamen (PTN) e Princípe (PT). 

Raquel Sousa
Na eleição passada teve uma boa votação pelo PSD, agora disputará pelo PT com o apoio do seu irmão secretário de educação, Carlos Gomes. Raquel é o nome a ser batido dentro da sigla. 


Raquel Sousa II
Neste momento os demais pré-candidatos serão paz e amor com ele, mas aguardem a campanha iniciar. A caça as votos dele será semelhante o FBI atrás de Bin Laden. 

Jordão
Depois de um puxão de orelha o rebelado PDT votou para cúpula da FPA, e apoiará a reeleição do comunista Élson Farias. 

Jordão II
O PMDB realizará sua convenção no dia 31 com a presença do Vagner Sales, Jéssica e Cia oposicionistas. 

Jordão III 
O PSDB que outrora não cedia a cabeça da chapa rendeu-se. Os tucanos devem indicar o vice de Esperidião. 

Inversão 
Rodrigo comandará a campanha de sua reeleição na zona rural, na cidade, ficará a cargo do vice Chagas Batistas. Em 2012, quando o Rodrigo era desconhecido dos colonos foi o inverso. 

Por Leandro Matthaus 





Tarauacá: Três chapas a disposição do eleitor

Tarauacá depois de oito anos voltará a ter três candidaturas majoritária. Rodrigo (PT) e Batista (PCdoB) buscarão a reeleição com o apoio de sete partidos, e do palácio Rio Branco. Marilete (PSD) e Chico Batista (PP) tentarão a revanche de 2012- quando foram derrotas com a máquina na mão pelos atuais gestores-. A terceira chapa será encabeçada pelo vereador Mirabor com o vice a ser definido, mas tudo indica que será a professora Teca Torquato, irmã do ex-prefeito Wando. A ultima eleição municipal que teve mais de duas chapas foi em 2004, quatro no total. 

A polarização caminha para ficar entre as chapas Rodrigo/Batista e Marilete/Chico. A primeira, está no poder e conta com apoio dos irmãos Vianas e demais líderes da FPA. A segunda, com o apoio das principais lideranças da oposição na atualidade: Os senadores Gladson Cameli e Sergio Peteção, e do deputado Major Rocha. Mirabor corre por fora com o apoio de Flaviano Melo e Vagner Sales, cardeais peemedebistas. As chances do parlamentar é minima, contudo, só vence quem entra na disputa. 

Por Leandro Matthaus

Ilderlei Cordeiro é consagrado candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul pelo PMDB

Nelson Liano Jr, ac24horas.com



Numa das maiores coligações já vista município, o PMDB realizou na noite desta sexta-feira, 22, a sua Convenção Partidária, em Cruzeiro do Sul. O candidato a prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB) e o vice Zequinha Lima (PP) terão 15 partidos apoiando a chapa majoritária. Serão 119 candidatos a vereadores e vereadoras a disputar as vagas na Câmara Municipal. Uma verdadeira multidão participou do evento no Ginásio Coberto da AABB.

Entre os convidados o primeiro a discursar foi o presidente do DEM, Bocalom. Ele falou da alegria de estar em Cruzeiro do Sul participando de uma convenção que marcará a continuidade do trabalho do atual prefeito Vagner Sales(PMDB). Em seguida, o deputado federal Alan Rick (PRB), destacou: “ Ilderlei quando aceitei ser candidato a federal, tive um grande baque com a morte do meu amigo, que considerava um pai, o empresário Roberto Moura. Assim como você perdeu seu pai o deputado Ildelfonso Cordeiro. E nesse momento tenho a certeza que você vai realizar o sonho dele de ser prefeito de Cruzeiro do Sul,” afirmou.


Já o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) salientou: “Fico feliz como presidente do PMDB de ver uma aliança iniciando a sucessão do melhor prefeito que Cruzeiro do Sul já teve, Vagner Sales, e que terá continuidade com Ilderlei com todo o apoio da nossa bancada federal em Brasília.” A deputada federal Jéssica Sales (PMDB) disse que a energia positiva da Convenção irá contagiar a população para deixar ainda melhor Cruzeiro do Sul com a eleição de Ilderlei. Ela falou ainda dos quase oito anos da gestão do seu pai, Vagner, que representaram, segundo Jéssica, grandes conquistas sociais para o município. Prometeu ainda lutar em Brasília para trazer recursos para Ilderlei trabalhar.
Padrinhos políticos “poderosos”


Um dos principais apoiadores de Ilderlei será o senador Gladson Cameli. Os dois são amigos de infância e de trajetória política, foram eleitos juntos deputados federais, em 2006. “Vou cuidar dessa campanha como fosse minha. Marquem reuniões para que possamos debater os problemas de Cruzeiro do Sul, sem atacar ninguém. Estarei sempre presente. Mas vou dizer à nossa população que somos irmãos e temos compromissos para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Assim como trabalhamos juntos em Brasília vamos nos empenhar para trazer para Cruzeiro do Sul aquilo que esse povo merece para dar continuidade ao trabalho vitorioso de Vagner Sales,” disse o senador.

O prefeito Vagner Sales que articulou a candidatura do pretendente a seu sucessor se emocionou ao falar da sua gestão. “ o povo da minha terra se orgulha de uma pessoa que como eu nasci no Seringal e batalhou até chegar a ser prefeito. Fui vereador e deputado estadual sempre com mandatos dados pelos cruzeirenses. Mas o maior sonho da minha vida sempre foi ser prefeito dessa cidade. Fui candidato, venci e me determinei a não sentar apenas numa cadeira, mas resolver os problemas dos nossos moradores. Fui atrás de recursos em Brasília para administrar essa cidade e fazer os investimentos que precisávamos. A população reconheceu o meu esforço e tive a oportunidade de um segundo mandato. A primeira vez que um prefeito foi reeleito nesse município. Depois de tanto esforço eu não poderia entregar a prefeitura na mão de qualquer aventureiro e, por isso estamos aqui apresentando à população o nome de Ilderlei Cordeiro e de Zequinha Lima, como nossos candidatos,” destacou.

O candidato Ilderlei Cordeiro se comprometeu a honrar a confiança de todos os partidos e candidatos a vereadores. “ Tenho andado e visitado todos os recantos do município. Quem quiser vencer na vida tem andar e ouvir a população. Vi o que está bom na administração do Vagner e aquilo que poderemos melhorar. Mas os verdadeiros problemas estão na gestão dos nossos adversários. E com essa base de visitas e diálogos com as pessoas que mais precisam que pretendo honrar cada voto conquistado nessa jornada que aqui se inicia,” afiançou o candidato.

“É preciso discutir por que a mulher negra é a maior vítima de estupro no Brasil”

Ao EL PAÍS, pesquisadora fala sobre a importância de combinar a luta contra o machismo e o racismo.
Mestre em filosofia política, é uma das principais referências no movimento feminista negro

Djalmila Ribeiro, mestre em filosofia política, ativista feminista e secretária-adjunta de Direitos Humanos de São Paulo. RICARDO MATSUKAWA



O estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeio provocou um intenso debate sobre a cultura do estupro, além de uma série de manifestações pelo país contra o machismo —e também contra o racismo. O motivo: a violência contra mulheres negras disparou e, embora há quem queira desqualificar o debate (chamando-o de um mimimi feminista), além desse episódio (a vítima era uma jovem negra e pobre), dados do Mapa da Violência de 2015 confirmam o problema. Para Djalmila Ribeiro, 35 anos —uma das mais conhecidas ativistas do movimento feminista negro atual—, somente desconstruindo o mito de país harmônico livre de racismo é que será possível criar políticas eficazes para enfrentar a violência de gênero.

Djalmila é pesquisadora e mestre em filosofia política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), blogueira, mãe de uma menina de 11 anos, e que há dois meses é também a secretária-adjunta de Direitos Humanos da cidade de São Paulo. Em entrevista ao EL PAÍS, ela falou sobre as diferentes lutas dentro domovimento feminista e o racismo enraigado em nossa cultura.

Pergunta. O caso do estupro coletivo no Rio, em maio, provocou uma reação feminina muito forte no país. E também levantou um debate sobre a questão do racismo e da cultura do estupro. Qual a relação entre esses dois problemas?


“Se eu luto contra o machismo mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura”

Resposta. A cultura do estupro ficou evidente porque houve um ato brutal no Rio. Mas ficou claro como a maior parte da sociedade vê isso como um fenômeno, algo pontual. Essa discussão feita pelo movimento feminista é importante para mostrar que isso faz sim parte de uma cultura, um desdobramento do machismo. Na questão racial, a gente precisa discutir por que as mulheres negras são as que mais sofrem esse tipo de violência. Uma pesquisa da Unicef chamada Violência Sexual mostra que as mulheres negras são as mais vitimadas por essa violência. Não é um fenômeno. Faz parte de uma estrutura. Se for pegar o contexto histórico do Brasil, a gente tem um país com mais de 300 anos de escravidão, uma herança escravocrata. E que no período da escravidão as mulheres negras eram estupradas sistematicamente pelos senhores de escravo. Quando a gente fala de cultura do estupro é necessário fazer essa relação direta entre cultura do estupro e colonização. Tudo está ligado, um grupo que combina a dupla opressão: além do machismo, sofre o racismo. Claro que todas as mulheres estão vulneráveis, suscetíveis a essa violência sexual. Mas quando a gente fala da mulher negra existe esse componente a mais que é o racismo. Existe também essa questão de ultra-sensualizar a mulher negra, colocar ela como objeto sexual, como lasciva... São tão desumanizadas que até a violência contra elas de alguma forma se quer justificar. Se eu luto contra o machismo, mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura.

P. Existe uma falha no diálogo dentro do movimento feminista?

R. Dentro do feminismo, existe uma discussão que as mulheres negras tentam levantar desde os anos 70, que as mulheres brancas, de certo modo, acabaram universalizando a categoria mulher, não percebendo que existem varias possibilidades de ser mulher: a mulher negra, a mulher branca, a mulher indígena, a mulher lésbica, a mulher pobre... Mas quando a gente não pensa nessas diferenças entre nós, deixamos um grupo grande de mulheres de fora desse diálogo. O movimento feminista, durante muito tempo foi um movimento de mulheres brancas da classe média que estavam preocupadas com as opressões que atingiam somente a elas, ignorando as opressões que as outras mulheres, numa posição ainda mais vulnerável, sofriam. Não ter esse entendimento de que somos diferentes faz com que muitas vezes as mulheres que têm algum privilégio fiquem reproduzindo opressões sobre as que estão numa posição mais vulnerável. Essa é a discussão que o movimento feminista negro traz. A gente também quer ser representada. A gente não pode pensar somente naquilo que nos atinge, senão vamos perpetuar o mesmo poder que queremos combater. Então é preciso que as mulheres que têm algum privilégio se abram para o debate. Não vejam isso como uma afronta ou como briga.

P. Você escreve em um dos seus artigos sobre essas diferentes lutas dentro do movimento feminista. Que em determinado momento da história, as mulheres brancas lutavam pelo direito ao voto, ao passo que as mulheres negras lutavam para serem vistas como seres humanos pela sociedade. Trazendo para os dias de hoje, quais as principais diferenças entre as bandeiras atuais dentro do movimento?

R. Acho que o diálogo melhorou bastante de uns anos pra cá. Mas vamos pegar por exemplo a questão da violência doméstica. A pesquisa Mapa da Violência 2015 mostrou que nos últimos dez anos, período desde o qual existe a Lei Maria da Penha, diminuiu em 9,6% o assassinato de mulheres brancas no Brasil e aumentou em 54,8% o de mulheres negras. É um número absurdamente alto. Se for pegar a questão do mercado de trabalho, por exemplo, o número de empregadas domésticas: mulheres negras ainda são maioria. A questão do aborto: as mulheres negras são as que mais morrem, porque sendo o aborto um crime, as mulheres que têm uma condição financeira melhor fazem com segurança, e essas mulheres que não têm estão morrendo... É necessário ver que as mulheres negras precisam de um olhar específico para elas. É romper com esse olhar de política universal, que muitas vezes só atinge a um grupo especifico. Se há um grupo que é mais vulnerável, aquele grupo precisa de mais atenção. É uma minoria dentro da minoria.

P. O fato de não reconhecermos que as mulheres negras são mais vulneráveis vem da dificuldade de o brasileiro reconhecer que é racista? Isso vem da nossa educação?

R. É uma ótima pergunta. Porque o Brasil é um país de maioria negra, mas a gente não debate racismo de forma efetiva. E acho que é muito por conta desse mito da democracia racial que foi criado no Brasil. De acreditar que aqui não existia racismo. De que racismo é o que existia nos Estados Unidos ou na África do Sul, porque lá estava na Constituição, enquanto que aqui no Brasil não tinha isso... Mas não reconhecendo que aqui você tem o racismo institucional. Eu sempre dou o exemplo da USP [Universidade de São Paulo], que acho um clássico: se você chega lá e vê qual a cor das pessoas que estão limpando e qual a cor das pessoas que estão dando aula? Então existe uma segregação no Brasil muito marcada, mas o que nos falta é discutir de maneira mais efetiva, porque a gente foi criado num mito de harmonia das raças, de que a gente se dá bem, de que estamos num país miscigenado. Não dizendo que parte dessa miscigenação foi fruto do estupro de mulheres negras, das mulheres indígenas... Onde querem louvar muito as pontes que existem, mas não quer falar dos muros que nos separam. E isso está muito por conta dessa dificuldade de ver o Brasil como um país racista. A gente precisa trabalhar isso de forma mais efetiva na educação. 


“Querem louvar muito as pontes que existem, mas não queremos falar dos muros que nos separam”

P. Qual deve ser o papel do homem para ajudar a acabar o machismo?

R. Eu acho que é sobretudo discutir masculinidade. Essa masculinidade hegemônica como foi construída está diretamente ligada à questão da violência e da agressividade. Desde muito cedo o menino foi criado para ser o macho, pra ser o provedor, o violento, o agressivo. Se a gente vive em uma sociedade onde os homens estupram as mulheres, é porque a gente está criando homens que acham que podem fazer isso. Isso deveria ser o ponto principal: como é que desconstrói essa masculinidade violenta? Discutindo entre eles eu acho que seria fundamental. Eles podem e devem ser parceiros e aliados apoiando nossas lutas, dando visibilidade... Se é professor, debatendo o tema em sala de aula. Se é empregador, pagando o mesmo salário para homens e mulheres na mesma função, criando maneiras de mulheres que são mães de trabalhar. Se é professor de universidade pública, apoiando a luta das alunas por creches nas escolas, porque creche também é permanência estudantil. Está no meio dos amigos, o amigo assediou uma mulher, fala pro amigo que aquilo é assédio, não é cantada. Está dentro de casa, divida as tarefas domésticas, a responsabilidade pela criação dos filhos. Isso é uma ajuda imensa ao movimento feminino, sem necessariamente ter que pegar um microfone e falar por nós. Então parte muito dessa ação concreta que eles podem fazer, que eles devem fazer, porque essa masculinidade hegemônica está matando a gente. É importantíssimo que os homens estejam dispostos a desconstruir isso.

P. Existem várias mulheres que têm medo de se assumir feministas, que acham que o feminismo é algo ruim. Como você vê isso?
Djalmila Ribeiro, em entrevista ao EL PAÍS, em São Paulo. RICARDO MATSUKAWA

R. Eu acho que ninguém nasce sabendo da opressão que sofre. É uma consciência que a gente vai adquirindo ao longo do tempo. Então tem um outro lado que o machismo conseguiu fazer muito bem que é criar esses mitos em torno do feminismo, que foi mais uma forma de impedir com que essas mulheres se juntem. Porque quanto mais as mulheres se unirem, melhor é para que a ideologia seja manifestada. Então criou-se os mitos de que feminista odeia homem, de que mulher feminista é uma mulher muito agressiva... como um modo de afastar as mulheres dessa ação. Quando você entende o que é feminismo, não tem razão nenhuma para você não querer ser feminista. Se ser feminista é lutar para que mulheres tenham equidade, para que mulheres sejam tratadas como seres humanos, para que a gente viva numa sociedade igualitária e justa, não tem porque você não ser.

P. O que é a chamada interseccionalidade do feminismo?
Djalmila Ribeiro. RICARDO MATSUKAWA

R. Os movimentos operam na mesma lógica da sociedade. Ficam excluindo e elegendo o alvo que querem trabalhar. Então o movimento negro que luta contra o racismo, por exemplo, tem um olhar muito masculino; no movimento feminista, há um olhar muito branco; já o movimento LGBT privilegia o homem gay branco... Então a interseccionalidade é pensar como criar meios de pautar nossas políticas de modo que a gente dê conta dessa diversidade. Senão vamos só continuar elegendo quais vidas são importantes e quais vidas não são. (...) Na hora de pensar políticas eu preciso ter um olhar interseccional, porque eu preciso atingir grupos mais vulneráveis. Então se eu universalizo [um grupo ou uma luta] eu não nomeio o problema. E se eu não faço isso, essas pessoas ficam na invisibilidade, os problemas delas sequer são nomeados e, se eu não nomeio o problema, eu sequer vou conseguir pensar numa solução.

P. Mudando um pouco de assunto, o que você acha do movimento Escola Sem Partido?

R. É um retrocesso. Eu acho engraçado esse argumento porque nada está isento de ideologia. A partir do momento em que eles estão usando esse argumento, estão falando a partir de uma ideologia, uma ideologia excludente. De uma ideologia que é o reforço da ordem estabelecida, para que esses temas continuem na marginalidade. Debater esses temas é justamente pra gente entender que essas pessoas existem, o quanto que é necessário a gente educar para o respeito. Eu não gosto desse termo “tolerância”. As pessoas tem que ser respeitadas. E o quanto é importante tratar esses temas nas escolas, que podem ser um espaço muito importante de transformação de mentalidade. Mas, da forma como está hoje de uma maneira geral, acaba justamente sendo um local de reprodução de violência. Tem que ensinar português e matemática, e tem que ensinar as questões de gênero, as questões raciais... porque todos esses temas são transversais e têm que ser trabalhados em todas as disciplinas. Quando a gente começa a estudar esses temas, estamos empoderando grupos, dando voz a grupos que nunca tiveram, pessoas que vão começar a reivindicar direitos. E tudo isso significa perda de privilégio dessas pessoas que estão no poder.

Crise afasta líderes e só dois do G20 estarão na abertura dos Jogos do Rio

Eleições locais e ataques terroristas pelo mundo também interferem no baixo número de chefes de Estado.

AFONSO BENITES, Elpaís
Brasilia 

Homem faz um selfie em frente ao símbolo das Olimpíadas em Copacabana. S. NENOV REUTERS

A crise política brasileira, a onda de ataques terroristas pelo mundo e campanhas eleitorais devem resultar em uma baixa presença de chefes de Estado e de Governo na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no próximo dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro.

Até a última sexta-feira, a duas semanas do início das Olimpíadas, o Palácio do Planalto tinha a confirmação de que 44 delegações seriam comandadas pelos presidentes ou primeiros-ministros dos países. Ao todo, 206 nações participam dos jogos, o primeiro na América do Sul. Na última edição do torneio, em 2012, em Londres, 95 autoridades nacionais estiveram na abertura do torneio. Em Pequim, em 2008, foram 86.

Um fator que tem pesado na decisão de presidentes virem ao Brasil, segundo diplomatas ouvidos pelo EL PAÍS, é a instabilidade gerada por um Governo interino. Atualmente, o país tem dois presidentes uma afastada, Dilma Rousseff, e um em exercício, Michel Temer. Como o impeachment dela só deve terminar de ser julgado por volta do dia 26 de agosto, após o fim dos Jogos, alguns chefes de Estado resolveram não comparecer ao torneio. Além disso, governos sul-americanos que eram identificados com a gestão petista também estão receosos de participar do evento para não enviar a mensagem de que reconhecem legitimidade na gestão Temer. Nesse grupo estão o Equador, a Bolívia e a Venezuela.

Uma consulta feita pela reportagem junto aos membros do G20 (o grupo dos 20 países mais ricos do mundo) resultou na confirmação de que apenas dois representantes do primeiro escalão de seus países, o presidente da França,François Hollande, e o governador-geral da Austrália, Peter Cosgrove. Parte dos outros deverão ser representados por ministros de Esportes, secretários de Estado ou membros dos comitês olímpicos.

Os Estados Unidos, por exemplo, ainda não informaram oficialmente quem representará o país. Já é dada como certa a ausência do presidente Barack Obama ou de seu vice, Joe Biden. A expectativa é que o secretário de Estado, John Kerry, esteja no Rio. Ainda dentro do campo do G20, alguns importantes parceiros comerciais brasileiros como Rússia, Japão, China, Turquia e Alemanha, afirmaram que não decidiram quem virá ao país. No caso dos russos, um fator que deve contar na decisão é a exclusão de todos os seus competidores do atletismo por conta de falhas no sistema de controle de doping do país. Outros países, como México e Arábia Saudita informaram que serão representados por autoridades com cargos equivalentes ao de ministro dos Esportes. No caso da Argentina, não existe confirmação oficial da viagem, mas a visita ao Rio está na agenda do presidente Mauricio Macri. 

Países como o Canadá e a Espanha também estão para definir quem serão os enviados ao Rio. No caso dos espanhóis, as eleições internas pesaram na decisão de não enviar nem um membro da família real ou do Governo, que ainda está sendo formado. Nem países pequenos, como Finlândia, Macedônia e Suriname, confirmaram a participação na solenidade.

O chefe da Casa Civil brasileiro, Eliseu Padilha, afirmou que ainda é cedo para dizer que haverá uma baixa participação de chefes de Estado na solenidade de abertura do torneio. Alegando questões de segurança, o Planalto ainda não divulgou a lista dos presentes. No Ministério das Relações Exteriores a expectativa é que no máximo 60 chefes de Estado estejam no Brasil. Os que estiverem presentes participarão de uma recepção promovida pelo Governo brasileiro no Palácio do Itamaraty, no Rio. Na ocasião, o anfitrião será o presidente interino Michel Temer.

Em eventos como esse, é comum ocorrerem encontros bilaterais entre o país sede e alguns dos visitantes. Nenhum foi confirmado por enquanto. A presidenta afastada, Dilma Rousseff, foi convidada para participara da cerimônia de abertura, mas também não decidiu se irá.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Atleta do Jordão é medalhista no Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo

Por Samuel Bryan, agência Ac 

Governador Tião Viana recebeu a equipe do Jordão, que já tem seu apoio em projeto social de jiu-jitsu (Foto: Diego Gurgel/Secom)

O governador Tião Viana recebeu na tarde desta quarta-feira, 20, o atleta Cleiton Saraiva, medalhista de bronze no Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo, realizado entre 13 e 17, em São Paulo (SP).

Cleiton é do Jordão, e veio de um projeto social que ensina jiu-jitsu para crianças e que conta hoje com o apoio do governo do Estado. O deputado federal Leo de Brito também acompanhou o momento.

O atleta foi medalhista na categoria Faixa Roxa – Super Pesado. Para ele, a experiência de subir ao pódio numa competição tão importante foi emocionante. “A preparação durou dois meses. Foi uma boa preparação e foi uma sensação incrível ganhar essa medalha, representar o Acre, o Brasil e meu município do Jordão”, conta.

Desde 2007, o projeto Futuros Campões, do qual Cleiton também faz parte, oferece aulas gratuitas de jiu-jitsu a dezenas de jovens do Jordão, município de difícil acesso no interior do Acre.

E se antes as aulas eram feitas num tatame improvisado, o governador Tião Viana, ao tomar ciência dessa iniciativa, conseguiu a doação de um novo tatame para o grupo.

Um dos coordenadores do projeto, Kezio Araújo, conta que, após a aquisição do novo tatame, o grupo passou a atender 110 crianças do município. “Antes, em média, nós atendíamos 40 pessoas, e hoje passamos para mais de 100. É um tatame novo que tá trazendo essa oferta para a nossa comunidade.”

Começou a IV edição do Mariri Yawanawa na Aldeia Mutum - Rio Gregório

IV Festival Mariri Yawanawa 

Povos de 5 aldeias realizam o festival na terra indígena Mutum próximo a Tarauacá com o intuito de fortalecer a cultura do povo Yawanawa.


A aldeia Mutum fica localizada na Terra Indígena Rio Gregório, próximo ao município de Tarauacá, distante 400 km da capital do Acre. Neste local será realizado entre 23 a 28 de julho o IV Festival Mariri Yawanawa, organizado pelos povos indígenas de 5 aldeias da região.

O evento tem duração de uma semana e pretender realizar uma celebração do canto, dança, cura, expressão artística, manifestação cultural e espiritual do povo Yawanawa.

Prefeito Rodrigo ao lado de lideranças Yawanawa 

O prefeito de Tarauacá Rodrigo marcou presença no local, assim como turistas do Brasil e exterior. A organização acredita que devem participar cerca de 500 pessoas, sendo a maioria indígenas.

Blog do Voz de Ouro 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Deputado estadual Jenilsom Leite pede a contratação de médicos para municípios isolados

Por Da redação ac24horas


O deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB) participou junto com o prefeito de Jordão, Élson Farias, de uma reunião com o secretário de estado de saúde do Acre, Gemil Júnior. O encontro foi realizado no gabinete do secretário. Na oportunidade, Jenilson e Farias solicitaram do secretário que sejam contratados mais médicos para os municípios isolados.

O prefeito Élson Farias, destacou que seu município dispõe apenas de dois médicos. A quantidade não atende à demanda da população jordanense. “Desse dois médicos, um atende a população de um modo geral na unidade mista de saúde da família e o outro atende somente a população indígena. Por isso, peço ao governo do estado que tenha um olhar carinhoso por Jordão, e contrate um novo profissional, sendo o município um dos mais isolados do Acre”, relatou o prefeito.

O deputado Jenilson Leite, que é médico e conhece bem a realidade do município, enfatizou o pedido do prefeito. “Precisamos avançar no Jordão como todo, e para isso precisamos avançar na área de saúde jordanense. Mas para isso requer a contratação de novos profissionais na área de saúde, principalmente de médicos”.

Gemil Júnior respondendo a solicitação do deputado e do prefeito, disse que irá fazer uma visita nos municípios acreanos, principalmente nos mais isolados, que é o caso de Jordão. Após isso dará uma resposta sobre o pedidopedido.

As críticas aos demais membros da oposição deixou o Mirabor Leite isolado

O vereador Mirabor Leite, PMDB, militante político há mais de trinta anos, ainda não aprendeu que em política não dar para chegar sentando na janela do ônibus na primeira viagem, muito menos trilhar o caminho da desunião. Eleitor fiel do memorável Nabor Júnior e do Flaviano Melo, ambos PMDB, Leite ainda não aprendeu que a mansidão e suavidade é o melhor meio para se tornar líder.

Vereador de primeiro mandato, Mirabor quis substituir logo os demais líderes, na qual, ele classificou em nota como a velha política dos projetos pessoais. 

O peemedebista não cansava de se intitular como sendo o único opositor, e melhor nome para encabeçar a chapa oposicionistas. Sua ganância pelo poder e crítica aos demais conseguiu lhe isolar na oposição. Agora só resta a ele: disputar a eleição com seu grupo ou vir se integrar ao time. 

Na política nunca se julgue como o melhor entre os demais, deixe que as pessoas enxergue essa qualidade em você. 

O papel conciliador de Nabor Júnior lhe credenciou para disputar a eleição de governador. Exemplo que deveria ter sido seguido pelo seu correligionário. 

Por Leandro Matthaus

domingo, 17 de julho de 2016

​PSDB e PR oficializam aliança em Cruzeiro do Sul

Da redação ac24horas.com



Com a presença de todos os pré-candidatos a vereador do PSDB e PSD, o presidente regional do PSDB, deputado federal Major Rocha e a presidente regional do PR, Antonia Lucia, oficializaram na noite do último sábado, 16, a aliança entre os dois partidos em apoio à pré-candidatura de Henrique Afonso à prefeitura de Cruzeiro do Sul.


Com este anúncio, nove partidos passam a integrar a futura coligação que participará da eleição majoritária em Cruzeiro do Sul: PSDB, PSD, PR, Solidariedade, PTC, PSC, PPS, REDE e PTN.


“Esta é uma aliança que nasce grande, com 56 pré-candidatos a vereador e a garantia do presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves, de apoiar Henrique Afonso”, informou Major Rocha.


A missionária Antonia Lúcia, em sua fala, relembrou a legislatura que atuou junto com o ex-deputado federal Henrique Afonso em Brasília, quando trabalharam em projetos parlamentares. “Declaro apoio a este homem de Deus, por reconhecer nele características nobres e saber que Henrique trabalha a favor da vida e da gente da nossa terra”, disse Antonia Lúcia.


O pré-candidato tucano à prefeitura de Cruzeiro do Sul, Henrique Afonso, agradeceu o apoio recebido e destacou a atuação parlamentar de Major Rocha na Câmara Federal. “Parabenizo Major Rocha pelo trabalho que está desenvolvendo em Brasília e posso afirmar, com convicção, que o considero a maior expressão política do Acre na atualidade”.


Henrique agradeceu o apoio recebido pela missionária e destacou o empenho de todos nesta etapa de pré-campanha. “Temos aqui homens e mulheres incansáveis, prontos para oferecer ótimas opções ao eleitor de Cruzeiro do Sul”.


Durante o ato, foi dado posse aos novos integrantes das executivas municipais do PR, Solidariedade, PTC, PSC, PR e PTN.


A convenção entre os nove partidos está prevista para acontecer dia 02 de agosto.

Revanche

Rodrigo Damasceno (PT) e Chagas Batista (PCdoB), atuais gestores de Tarauacá, em 2012 enfrentaram nas urnas Marilete Vitorino (PSD)- que na época ocupava o cargo de prefeita-, com Chico Batista (PP) de vice. A dupla Rodrigo e Batista saiu vitoriosa. Na verdade foram duas vitórias, uma nas urnas e a outra no TRE. Nas eleições que se avizinha, os mesmos personagens voltarão a disputarem o comando do destino dos tarauacaenses por mais quatro anos. 

A informação obtida pelo Blog Tarauacá é que Marilete e Chico Batista estarão novamente no mesmo palanque, do mesmo modo que 2012, a única diferença é que estão fora do cargo. É a hora da revanche. Uma oportunidade do eleitor fazer um comparativo entre gestões. 

Tarauacá é umas das cidades mais politizadas do Acre, a Grécia brasileira. A votação é somente em outubro, mas já tem gente em pré-campanha” para 2018. Isso mostra o quanto a política predomina o cotidiano local. Esse paralelo é para enfatizar o acirramento que vocês irão ver este ano. Ainda mais, que os personagens serão os mesmos, e a rivalidade de outrora florescerá nos dias atuais. 

Por Leandro Matthaus

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Rodrigo é confirmado como pré-candidato da FPA à reeleição em Tarauacá

Luciano Tavares, da redação ac24horas 


O prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno (PT), foi confirmado como pré-candidato à reeleição durante evento da Frente Popular no município no sábado passado no Swing Clube, no bairro da Praia. O ato contou com a presença do senador Jorge Viana e da vice-governadora Nazaré Araújo.

Como pré-candidato a vice foi confirmado o nome de Chagas Batista, do PC do B. Damasceno destacou a aliança e afirmou que está pronto para o debate eleitoral.


“Agradeço aos partidos que compõem a Frente Popular em Tarauacá pelo convite ao nosso nome junto com o Batista. E agora é preparar para embate e debate. Estamos dispostos a comparar as obras e feitos de nossa administração com os dos demais postulantes ao cargo público. Não podemos debater o futuro sem pontuar o passado.”

Sobre a composição da chapa com Chagas Batista, seu atual vice, o petista acrescentou que houve consenso interno na FPA.
“Os que são Frente Popular em Tarauacá estão todos unidos. A diferença básica é o PDT que nunca foi Frente Popular em Tarauacá, mas que se diz ser no Acre. No início da gestão o Batista se mostrou um pouco inquieto, mas que agora está alinhado, é parceiro, assim como, o PC do B.”